O Paladino Livraria e Papelaria mostra como adaptação é essencial para empreender

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O Paladino Livraria e Papelaria mostra como adaptação é essencial para empreender

Fundada em 1921, empresa começou como jornal semanal, se adaptou às necessidades do mercado local e hoje é uma referência no setor

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Atualizado quarta-feira,
11 de Outubro de 2023 às 10:01

O Paladino Livraria e Papelaria mostra como adaptação é essencial para empreender
Paladino Livraria e Papelaria acompanhou o crescimento de Estrela. (Foto: Andréia Rabaiolli)

A vida é uma longa e desafiadora jornada de adaptação. Uma trajetória empreendedora não está fora dessa lógica. Assim, para sobreviver por muito tempo é preciso se adaptar. É o caso da Paladino Livraria e Papelaria. Criada em 1921, por Antônio Cardoso e Hélio Mayer, na cidade de Estrela, como um jornal. Tanto tempo depois e incontáveis transformações, o negócio hoje se voltou ao comércio de livros e produtos de papelaria.

O jornal semanal se tornou referência em Estrela. No ano de 1937, o negócio troca de mãos, quando Aloysio Schwertner compra a operação. Durante quatro anos o periódico segue seu trabalho de informar a comunidade, mas as circunstâncias econômicas da Segunda Guerra Mundial obrigam Schwertner a fechar o jornal em 1941. Contudo o desejo de empreender seguiu e em 1948 a marca é retomada, agora com um novo propósito.

“Depois da guerra, mais especificamente em 1948, o jornal se transformou em papelaria e o Paladino retoma as atividades em um novo prédio”, explica Marisa Feldens Schwertner, atual gestora do negócio e nora de Aloysio Schwertner.

Marisa chegou ao negócio por meio do marido, Roque Schwertner, que ingressou na empresa ainda jovem, em 1963, para auxiliar o pai. Sua dedicação ajudou a abrir portas para a empresa e a conectar à comunidade. Principalmente por meio do esporte, já que pai e filho eram fortemente vinculados a clubes de futebol.

Em 1992, Roque se tornou sócio da Paladino Livraria e Papelaria e passou a dividir a gestão com Marisa. Juntos, eles redirecionaram a operação para iniciativas modernas, o que fez a empresa trabalhar com editoras de todo o país, atender escolas e entidades a preço especial. 

“Incrementamos a parte de embalagem, livros e presentes. Estava sob minha responsabilidade fazer as aquisições do material escolar”, conta Marisa.

Há alguns anos, em 2017, Roque precisou se retirar por motivos de saúde e Marisa se preparou para assumir o negócio de forma integral. Infelizmente, em 2022, o marido partiu. Hoje, ela mantém seu legado, conserva a história centenária do Paladino e entende que a longevidade da empresa se deve aos relacionamentos.

“Roque tinha uma filosofia de viver para a comunidade e sempre esteve envolvido com entidades comerciais”, avalia.

Para atualizar o acervo, Marisa conta com a ajuda dos colaboradores que compartilham os livros desejados pelos clientes. A livraria aposta também em autores locais para estimular a produção literária regional. Além disso, já começou, junto com a Univates, o processo de digitalização dos antigos jornais armazenados.

“O diferencial da papelaria é sua história”, conclui. Um exemplo de como a disposição para se reinventar pode sustentar uma jornada empreendedora de sucesso.

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