A Univates e as entidades

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

A Univates e as entidades

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A sugestão de concentrar entidades regionais e municipais em espaços subaproveitados da Universidade do Vale do Taquari (Univates) é bem-vista por uma série de líderes políticos e empresariais da região. E também enfrenta resistência por parte de outros tantos que apostam na descentralização do poder como forma de angariar mais apoio, autonomia, credibilidade e, claro, resultados. Certa ou equivocada, a ideia que circula nos bastidores visa garantir espaços mais nobres e robustos à Amvat, ao Codevat, à CIC/VT e à Amturvales – cujas sedes são desconhecidas para uma boa fatia da sociedade civil –, entre outras associações representativas dos setores públicos e privados. Com salas e auditórios propícios aos grandes encontros e reuniões, além dos diversos pontos gastronômicos, tecnológicos, de lazer e de cultura dentro do próprio campus, o complexo localizado no bairro Universitário é um dos principais símbolos do nosso desenvolvimento, e inclusive já foi a sede oficial – além de uma forte indutora – de uma série de entidades. Como exemplos, a própria Amvat, o próprio Codevat, e também a própria CIC/VT. Ou seja, não seria bem uma novidade à região.

Felicidade em evidência

Durante o Congresso Estadual do MDB, em Porto Alegre, o programa Santa Clara + Feliz foi contemplado com o primeiro lugar no Prêmio de Soluções Municipais, na categoria desenvolvimento social. Entre as atividades desenvolvidas pelo programa estão rodas de conversa, ginástica, caminhada, artesanato, arteterapia, dança, yoga, meditação, horta comunitária, massoterapia e atendimentos com profissionais de saúde, como psicólogo e psiquiatra. Hoje são mais de 600 pessoas beneficiadas.

A Kombi de Kniphoff

Vereador em quarto mandato e pré-candidato a prefeito de Lajeado, o pediatra Sérgio Kniphoff (PT) anunciou uma novidade. Ele lançou o “gabinete móvel”. Trata-se de uma Volkswagen Kombi personalizada, que será utilizada por ele e seus assessores parlamentares para visitar as mais diversas comunidades lajeadenses. “A busca por uma Lajeado mais justa” é a mensagem escrita na lateral do veículo, cujas cores são o azul, o branco e o vermelho, as mesmas da bandeira oficial do município. Na apresentação da Kombi aos correligionários, na sexta-feira passada, ele afirmou que será uma “marca” importante em 2024 para consolidar sua candidatura a prefeito.

MDB cresce em Estrela

O MDB de Estrela se fortalece para o pleito municipal de 2024. Em abril passado, a sigla trouxe de volta o prefeito da cidade, Elmar Schneider, que estava filiado ao PTB. Na sexta-feira passada, um evento realizado no Estrela Palace Hotel serviu de palco para outras 50 importantes filiações. Entre essas, destaque aos secretários municipais de Infraestrutura, Osmar Müller, de Agricultura, Avalício Wille, de Desenvolvimento Econômico, Daniel Silva, e de Saúde, Regiane Mollmann. Também confirmaram filiação as diretoras da Empresa Pública de Logística Estrela (E-Log), Elaine Strehl e Andressa Träesel, e também o ex-vereador Élio Kunzler. Já o atual vereador Douglas Daroit (PTB) ingressa de forma oficial em março, assim como a 1ª suplente do PP, a Professora Simone Gartner. Um movimento que fortalece o núcleo emedebista e, de quebra, pode vir a enfraquecer os planos de siglas rivais. Especialmente para a composição do plenário da câmara em 2025.

Hoppe x Lorival

O futuro presidente da câmara de vereadores de Lajeado ainda não foi confirmado. E a briga é boa. Lorival Silveira e Heitor Hoppe, ambos do PP, querem a cobiçada vaga. Correndo por fora, o MDB também ventila tal possibilidade por meio do experiente Waldir Blau. Um movimento acompanhado de muito perto por integrantes do poder Executivo. Não todos, é claro.

Menos “nenos” no RS

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 369 mil gaúchos (15,7% da população) com idade entre 15 e 29 anos se enquadram na preocupante condição denominada “neno” – não trabalham e nem estudam. Os dados são referentes a 2022. Em 2021, o Rio Grande do Sul registrou que 18,2% dos jovens estavam sem estudar ou trabalhar, 2,5% a mais do que em 2022.

TIRO CURTO

  • “O setor produtivo do Vale do Taquari não pode e nem merece sofrer com mais esse revés”. É com essa frase que o presidente do Codevat, Luciano Moresco, finaliza o posicionamento contrário da entidade à proposta de aumento do ICMS pelo governo estadual. Ele também é o pré-candidato do PT a prefeito em Encantado.
  • A Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat) apenas divulgou uma nota de repúdio à fala do vereador de Roca Sales, Antônio Valesan (PTB), que defendeu um “trabalho de gente branca” em algumas obras públicas.
  • Em Encantado, há quem sustente uma possível aproximação entre Jonas Calvi (PSDB) e o PP. E há quem diga que tal possibilidade é uma mera “fofoca”. Aguardemos.
  • O governo de Lajeado encaminhou projeto à câmara para “beneficiar cidadãos cujos imóveis foram afetados pelas catástrofes”. Entre as medidas, o reparcelamento dos lançamentos tributários de 2023 e 2024, com postergação do vencimento até 31 de janeiro de 2024 e 2025, respectivamente.
  • Também em Lajeado, o PT deve mesmo lançar a primeira candidatura coletiva para uma vaga no plenário da câmara. E tudo indica que o coletivo será composto por pessoas ligadas ao Volúpia Bar.
  • Perguntinha: os vereadores Sérgio Kniphoff (PT) e Carlos Ranzi (MDB) já sentaram para definir estratégias ao pleito municipal de Lajeado?
  • Hoje ocorre a plenária do APL Alimentos e Bebidas Vale do Taquari. O evento inicia às 18h, no refeitório do Sicredi Integração RS/MG, em Lajeado. Em pauta, o balanço das atividades em 2023, as ações para 2024, e o reajuste da mensalidade.
  • Na região alta do Vale do Taquari, e de acordo com articulistas, a disputa territorial entre Arvorezinha e Ilópolis pela comunidade de Linha São Lourenço teria “esfriado”. Mas há quem aposte no retorno da pauta em 2024.
  • O Ministério Público instaurou inquérito civil para investigar “eventual omissão do Executivo em relação à ausência de resposta a pedidos de informações formulados pelos vereadores”. Em tempo, o fato foi registrado na cidade de Cacequi. Mas pode inspirar promotores mais próximos.

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