A cultura gaúcha volta a ocupar o Centro Administrativo de Teutônia a partir de 12 de setembro, quando começa a programação do 10º Acampamento Farroupilha. Em uma década de realização, o evento chega à maior edição em número de participantes. Serão 35 piquetes instalados junto ao Pavilhão Multiuso, além de atrações musicais, gastronomia, atividades para crianças e ações de integração com a comunidade.
A abertura oficial está marcada para as 17h do dia 12. A programação segue até 20 de setembro, quando ocorre a tradicional cavalgada de encerramento. A iniciativa é organizada pela Secretaria de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, sob coordenação da secretária Vanessa Carniel.
Segundo Vanessa, o crescimento do número de piquetes mostra a força que o evento ganhou ao longo dos anos. A estrutura também foi ampliada para receber o público. A praça de alimentação terá mais espaço, haverá brinquedos infláveis para as crianças e participação da Rota Germânica Agroindústria.
A programação artística reúne nomes conhecidos do tradicionalismo. Entre as atrações estão Ricardo Berga, César Oliveira e Rogério Melo, Os Mateadores, Orquestra e Reequilíbrio. A programação se estende durante os dias de evento, com diferentes apresentações e atividades.
O Acampamento busca levar a cultura gaúcha para diferentes públicos. Os piquetes assumem contrapartidas sociais e recebem escolas, grupos de idosos em ações solidárias. Entre as atividades estão palestras, oficinas, degustações de pratos típicos, passeios a cavalo e oficinas de laço.
Uma pausa na rotina
Entre os participantes está o pastor luterano e tradicionalista Márcio Frank. Há cerca de cinco anos, ele participa da Semana Farroupilha de Teutônia e encontra nos dias de acampamento uma forma de conciliar a tradição, a convivência e momentos de descanso.
Para ele, a experiência representa uma pausa na rotina. O ambiente dos piquetes permite reunir amigos, preparar uma refeição, conversar e manter vivos costumes que fazem parte da cultura gaúcha.
A rotina começa bem antes da abertura. Os grupos passam semanas preparando as estruturas, que se transformam em pequenas casas durante o período do evento. Fogão a lenha, churrasqueira e parrilla fazem parte do cenário.
É também nesses espaços que a gastronomia ganha protagonismo. O churrasco é preparado na parrilla, desde a produção do carvão até o preparo de cortes como costela e picanha. Carreteiro e galinhada também aparecem entre os pratos tradicionais servidos pelos grupos.
O chimarrão é presença constante. A água quente fica na chaleira sobre o fogão a lenha enquanto as rodas de conversa se formam. Em outros momentos, o encontro é acompanhado por partidas de cartas, como carteado e canastra. A bombacha e outros elementos da indumentária tradicional completam o cenário. “É um momento de lazer, de entretenimento e de renovação das energias”, destaca Frank.
Os piquetes são formados por grupos de amigos interessados em participar. A Prefeitura, por meio da comissão responsável pela organização, estabelece regras e orientações para a montagem e o funcionamento dos espaços.
O movimento cresceu nos últimos anos e passou a atrair também moradores que não participam diretamente do tradicionalismo. A possibilidade de visitar os piquetes, conhecer os grupos e experimentar a culinária típica amplia o alcance da programação.
Para Vanessa, essa aproximação é um dos objetivos do evento. A Semana Farroupilha se torna um espaço de convivência entre gerações e de valorização da cultura gaúcha em uma cidade marcada também pela forte influência da colonização germânica.
Encerramento
O acesso ao Acampamento Farroupilha será gratuito. A comunidade poderá circular pelos piquetes e acompanhar as atividades durante toda a programação.
No dia 20 de setembro, o encerramento será marcado pela cavalgada. A saída está prevista para as 9h30min, na Agrocenter Languiru.
