A devoção ao Imaculado Coração de Maria em Estrela nasceu de um gesto de fé em um momento de aflição. Em agosto de 1953, Dona Lucila Schwertner acompanhava o marido hospitalizado em Santa Cruz do Sul.
Ao visitar um cunhado na cidade, conheceu uma pequena capelinha dedicada ao Imaculado Coração de Maria e fez uma promessa: caso o esposo recuperasse a saúde, levaria aquela prática religiosa para a Paróquia Santo Antônio, em Estrela. Tocada profundamente pela devoção naquele momento difícil, sua fé transformou a preocupação em um compromisso de gratidão que marcaria a comunidade.
O início da tradição
Com a recuperação do marido, a devoção chegou a Estrela no dia 22 de agosto de 1953. Com o apoio do pároco, cônego Reinaldo Juchem, as primeiras sete capelinhas — confeccionadas por Banjo Schossler e Oscar Gerhardt — foram abençoadas logo no dia seguinte, 23 de agosto.
A graça alcançada fez com que a promessa se transformasse rapidamente em realidade, dando início a uma jornada espiritual que em pouco tempo conquistaria a vida de inúmeros lares.
A força comunitária
As capelinhas passaram a circular de residência em residência, acompanhadas por pequenos livretos com orientações e orações. A prática fortaleceu os laços entre vizinhos e famílias, criando uma corrente silenciosa de oração, esperança e fraternidade.
A primeira diretoria foi composta por Lucila Schwertner, Gleci Luchese e Maria Belo, contando com o apoio de zeladoras e colaboradoras para manter a devoção organizada. Essa caminhada de casa em casa passou a integrar a memória afetiva e a própria história religiosa do município.
Celebrando 73 anos de devoção em 2026
Setenta e três anos após o início da tradição, em 2026, a herança espiritual permanece viva no município. Atualmente coordenada por Marlene Werle da Silva, a comunidade celebrou a data com uma missa comemorativa no Santuário Santo Antônio, presidida pelo Padre Érick Vicari. Na celebração, foi abençoado um novo estandarte, renovando a identidade do grupo e reafirmando a continuidade dessa história entre as novas gerações. Assim, preservam-se valores fundamentais e laços comunitários que o tempo não conseguiu apagar.



