Mais de dez anos depois, as cortinas se abrem

CENTRO CULTURAL DE ESTRELA

Mais de dez anos depois, as cortinas se abrem

Espaço será inaugurado de forma oficial nesta noite, 9. Local tem espaço para receber 500 pessoas em auditório, além de ambiente para exposições

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Atualizado sexta-feira,
09 de Dezembro de 2022 às 08:08

Mais de dez anos depois, as cortinas se abrem
Com 1,8 mil m², espaço de auditório com acomodação para 600 pessoas, área de exposição e camarim. Crédito: Jhon Willian Tedeschi
Estrela
Gustavo Adolfo 03

Um espaço de incentivo à cultura, com auditório para 500 pessoas, ambiente de exposições e camarim. Depois de 13 anos, o Centro Cultural Celso Brönstrup, localizado na rua Bruno Schwertner, é enfim inaugurado em Estrela. A cerimônia é nesta sexta-feira, às 19h30, na data em que o ex-prefeito que dá nome à instituição completaria 68 anos.

Idealizado em 2006, o projeto do Centro Cultural começou a sair do papel em 2009, com um orçamento inicial de R$ 960 mil. Na época, o Ministério da Cultura chegou a repassar R$ 300 mil para a execução dos trabalhos. Mas a obra, que era para ser finalizada em três anos, levou mais de 10 para abrir suas portas. No início do ano passado, a administração pública já tinha investido R$ 3 milhões na construção e a previsão era de aplicar mais R$ 2 milhões para a conclusão.

A demora para inaugurar o espaço se deu por trocas de governo e falta de verba municipal. Neste período, o local ficou em desuso. Por um período, chegou a servir como depósito para o serviço público. Devido a uma infiltração, em 2016, o prédio precisou de reforma. No ano seguinte, a Secretaria de Educação estimava que fossem necessários mais R$ 3 milhões para o término. À época, o município planejava investir R$ 20 mil em reparos para viabilizar a mudança da biblioteca pública para o local, que ocorreu há cerca de três anos.

O secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Joel Mallmann, lembra que apesar da inauguração, faltam alguns detalhes que deverão ser resolvidos no próximo ano, como aquisição de poltronas fixas e um sistema de climatização que atenda de forma adequada o local. As poltronas utilizadas para a inauguração são alugadas.

No radar das grandes programações

A conclusão da obra também era uma das metas de campanha do prefeito Elmar Schneider. Para o chefe do Executivo, o Centro de Cultura Celso Brönstrup será um palco cultural aberto à diversidade.

“Estamos falando de um local adequado para a realização de grandes eventos, tornando Estrela referência no que diz respeito ao auditório e estrutura para esta finalidade”, destaca o político.

O secretário Mallmann explica ainda que o complexo é um espaço público e, para utilizar o local, as entidades interessadas deverão fazer uma solicitação por escrito, protocolada, que será analisada pela equipe técnica da secretaria. “O Centro Cultural será mais uma opção para difundirmos a nossa cultura, seja por meio da dança, da música, teatro ou outras expressões culturais”, comenta o secretário. O espaço estará apto a receber atrações culturais como teatro, shows musicais e danças. Existe também um ambiente próprio para exposições no hall de entrada do prédio.

Sonho antigo

O coordenador do Memorial de Estrela, Airton Engster, lembra que em 2006, quando o projeto foi idealizado, ainda não existia o Teatro da Univates. Assim, o Centro Cultural de Estrela se configurava, na época, como o maior espaço destinado à cultura da região.

Para Engster, mesmo que muito tempo já tenha se passado desde o início da construção, a comunidade ainda carece de um espaço como esse. “Estrela tem se destacado pelo turismo de evento, seja pela Festa de Maio, pela Semana Farroupilha ou pelo Natal, quando chega a receber 40 mil pessoas. As programações não podem ficar à mercê do tempo. Então, a cidade ganha muito com esse espaço”, comenta.

Noite para homenagem

O Centro Cultural foi um projeto iniciado pelo ex-prefeito da cidade, Celso Brönstrup, que morreu em 2014, aos 59 anos. Na época, a ideia era criar um local que valorizasse a produção cultural de Estrela, servindo como referência para a realização de eventos na área.

Com uma lei proposta pelo ex-vereador Paulo Floriano Scheeren,em 2016, a estrutura foi denominada Centro Cultural Celso Brönstrup. No evento que ocorre essa noite, a esposa de Brönstrup, Mariza Casagrande Brönstrup, e os filhos Martina e Rodrigo receberão a homenagem.

De acordo com Mariza, na época, a ideia de criar um centro de cultura pretendia suprir uma necessidade do município. Brönstrup pensava em um espaço para atender todas as idades. Ela recorda que o marido sempre gostou de música e tocava diferentes instrumentos. O que mais gostava era a gaita, que aprendeu a tocar aos seis anos e, por isso, procurava dar atenção à cultura municipal. Apesar de também gostar de projetar, a planta da nova construção foi feita por uma equipe especializada, com as sugestões do então prefeito.

Mariza Brönstrup acompanhou o marido, também, na vida política e relembra gosto do estrelense pela cultura. Crédito: Arquivo Pessoal

 

Até o fim do ano, exposição com destaque ao trabalho de Brönstrup está aberta ao público no Memorial de Estrela. Crédito: Bibiana Faleiro

Programação do evento

Além da solenidade de inauguração, a noite contará com apresentações da Orquestra Jovem do Colégio Martin Luther, dos CTGs Estrela do Rio Grande e Raça Gaudéria, da Escola de Samba Renascer do Samba, do Coral do Núcleo Cultural, dos Grupos Folclóricos de Estrela e ainda, com a exposição de arte de fotografias de Tatiane Erthel.

 

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