Pelas mãos de voluntários, a magia do Natal acontece

CADERNO VOCÊ

Pelas mãos de voluntários, a magia do Natal acontece

Em frente ou atrás das cortinas, mais de 300 pessoas participam do Natal de Lajeado todos os anos. Além disso, a solidariedade também está fora dos palcos, com a doação de presentes ou ceias natalinas

Por

Atualizado domingo,
04 de Dezembro de 2022 às 10:41

Pelas mãos de voluntários, a magia do Natal acontece
No palco ou nos bastidores, voluntários se dedicam desde a atuação, à maquiagem e figurino do espetáculo. Crédito: Frederico Sehn
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Duendes, anjos e outras figuras natalinas subiram ao palco do Ginásio Nelson Francisco Brancher para participar de mais uma edição do espetáculo de Natal de Lajeado. Em dois dias de apresentação, no último fim de semana de novembro, mais de 300 voluntários se dedicaram ao teatro “O Fantástico Livro de Natal”, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lajeado.

O diretor, Daniel Burghardt, está há quase 10 anos à frente do projeto, que traz um espetáculo inédito a cada ano. Nesta edição, a história criada por ele é de Bernardo, um menino de 8 anos que descobre um livro mágico na casa da avó.

No livro, tudo o que Bernardo escreve se torna real. “O espetáculo trouxe como mensagem que somos capazes de alcançar tudo o que desejamos, mas não podemos esquecer que somos responsáveis por tudo o que cativamos”, destaca o diretor.

De acordo com Burghardt, o público se emocionou do início ao fim da apresentação. “Quando vemos no rosto das famílias o brilho nos olhos, a emoção, então tudo faz sentido. Ninguém tem compreensão do sentimento que toma nossa equipe”, descreve o diretor.

Em dois dias de teatro, artistas emocionaram o público, com momentos reflexivos e de movimento e animação. Crédito: Frederico Sehn

Atriz de primeira viagem

Além de atores experientes, o espetáculo permite que pessoas da comunidade que nunca tiveram contato com o teatro também possam se desafiar. Juraci de Oliveira Burghardt, 57, é uma delas.

Mãe de Daniel, a moradora de Roca Sales sempre ajudou com figurino e outras funções de bastidores, mas, neste ano, sobre ao palco pela primeira vez. No espetáculo, ela fez o papel de Dona Joana, avó de Bernardo. “Realmente sou avó do Bernardo na vida real. Foi como se eu estivesse fazendo um teatro de verdade com a minha própria família, foi muito legal”, conta.

Ao lado do neto, Juraci de Oliveira Burghart (meio) interpretou a Dona Joana. Esta foi a primeira vez que atuou. Crédito: Frederico Sehn

Desafios e recompensas

Natural de Relvado, Arthur dos Santos Canesso, 21, também foi um dos protagonistas do espetáculo. Com barba e cabelos longos, o diretor já tinha um papel perfeito para Canesso: o Augustus, um gigante místico com poderes e uma alegria contagiante, semelhante ao personagem Hagrid, da série Harry Potter, que sairia do livro para ajudar Bernardo a escrever um teatro para a escola.

O ator conta que sempre recebeu muito incentivo dos pais e elogios pela atuação. “O reconhecimento por fazer um bom trabalho nos palcos faz todo o cansaço valer a pena”, destaca Canesso.

Atrás das cortinas

Fora dos holofotes, outros voluntários se dedicaram para que o espetáculo fosse um sucesso, como a estudante Barbara Graf Brandão, 15, que passou cerca de 4h30 horas maquiando e preparando o figurino de mais de 100 crianças em cada dia de teatro.

“Foi muito legal tudo, eu já amo maquiar, adoro crianças e participar dos bastidores de shows então, para mim, foi tudo perfeito”, conta. Para ela, as maquiagens mais difíceis são aquelas com mais detalhes como os anjos, que também exigem precisão e simetria.

Muitos dos pequenos são da Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Slan) e foram coordenados pelo professor de música da entidade, Alex Fabiano Duarte, que participou dos ensaios e gravações do coral. “Nossas crianças ficaram muito felizes com a oportunidade de participar de algo tão grandioso, que traz um reconhecimento ainda maior perante toda a sociedade”, reforça Alex.

Natal fora dos palcos

Nesta época do ano, a solidariedade ultrapassa os limites do palco e da área central da cidade. É pelas redondezas do bairro Santo Antonio e Conservas que Paulo Renato de Oliveira Silvestre, 49, mais conhecido como Chiquinho, circula vestido de Papai Noel todo Natal.
Há 15 anos, ele fez a primeira entrega de pacotinhos de balas para as crianças. Agora, distribui presentes. No ano passado, com a ajuda de vizinhos, amigos e empresários, arrecadou R$ 17 mil para comprar os brinquedos.

Neste ano, a entrega será na véspera do Natal, 24, a partir das 9h. Para Chiquinho, esse é um momento esperado todo fim de ano. “Acho que se chegar um dia e eu não conseguir dar todos os presentes para as crianças, pra mim não vai ser Natal”, afirma. Quem quiser contribuir pode entrar em contato com o morador pelo número (51) 9666-3498.

Paulo Renato de Oliveira Silvestre, mais conhecido como Chiquinho, circula vestido de Papai Noel pelos bairros em todo Natal. Crédito: Arquivo Pessoal

Ceia na mesa

Depois de anos com um projeto de cartas de Natal, em que algumas crianças eram selecionadas para receber os presentes que pediam ao Papai Noel, o Rotaract Clube de Arroio do Meio, agora, organiza doações de cestas de Natal para 50 famílias selecionadas pelo CRAS da cidade.

Conforme a presidente do clube, Raiza Halmenschlager, 25, a arrecadação ocorre por meio de supermercados da cidade e divulgação em redes sociais. Os itens da cesta são: frango congelado, arroz, batata palha, refrigerante, panetone e farofa. Os interessados em auxiliar podem entrar em contato com os associados do clube.

Acompanhe
nossas
redes sociais