“Me sinto bem atuando junto com a comunidade”

ABRE ASPAS

“Me sinto bem atuando junto com a comunidade”

O taxista aposentado Edvino Claas, 89, é natural de Rio Pequeno, em Sinimbu, mas vive Marques de Souza. Foi atleta do Esporte Clube Brasil, membro da Comissão Emancipacionista, integrante de várias entidades e hoje preside a Comunidade Evangélica, Consepro e a Sociedade Escolar do município.

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“Me sinto bem atuando junto com a comunidade”
Marques de Souza
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Porque você escolheu Marques de Souza?

Quando terminei o primário em Rio Pequeno, estudei em São Leopoldo e me formei em Magistério. Servi o Exército em Santa Cruz do Sul e, em 1953, lecionei na Escola Evangélica de Vila Melos, em Vale Verde. Em marco de 1955 cheguei em Lajeado, no então distrito de Marques de Souza. Fui professor da Escola Carlos Fett Filho, de Linha Tigrinho.

Como foram os primeiros anos na cidade?

Me casei em 1957. Em 1962 abandonei o magistério e comecei a trabalhar como vendedor na Mecânica União, fabricante das máquinas de lavar roupa Nirva. Hoje no local está o Restaurante Bella Marques. Mais tarde trabalhei como motorista de caminhão transportando material para a construção da BR-386, inaugurada em 1969.

Como o senhor tornou-se taxista?

Em 1975, comprei um veículo e comecei o serviço. Mantive a profissão até setembro de 2020 conciliando com trabalhos comunitários. Era uma profissão muito valorizada na época, diferente de hoje. Marques de Souza tinha carências neste tipo de serviço.

Como iniciou o envolvimento comunitários e com as entidades?

Me aposentei em 1982. Adotei Marques de Souza como a minha terra e passei a me dedicar quase em tempo integral em diversas diretorias e entidades. Fui secretário, tesoureiro e presidente da Sociedade Escolar. Atleta, tesoureiro, vice-presidente e presidente do Esporte Clube Brasil.

Participei de diretorias na Paroquia Evangélica de Marques de Souza, no CTG Caminhos da Serra; secretário de obras entre 2001 e 2004; presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento e da Associação de Moradores.

O que destaca deste histórico?

Participei de três momentos marcantes. A emancipação, onde fui integrante da comissão que várias vezes foi até Porto Alegre e Brasília encaminhar os documentos necessários; a implantação da telefonia automática; e a instalação da rádio comunitária Integração.

O senhor pensa em parar de trabalhar?

Não posso parar, me sinto bem quando posso fazer algo para a comunidade. Enquanto a saúde permitir estarei sempre em atividades que beneficiem a população. Sempre de forma voluntária. Ainda hoje presido o Consepro, Sociedade Escolar e a Comunidade Evangélica que integra mais de 700 sócios.

Qual o conselho para os mais jovens?

Que participem da vida comunitária. E que evitem o contato ao mundo político, pois é um jogo complicado onde um puxa o tapete do outro. O temor é que daqui alguns anos não conseguiremos reunir mais as pessoas para compor uma associação ou diretorias importantes.


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