Volta às aulas

“Se comércio e economia abrem, por que escolas não podem?”, questiona Sinepe

Entidade defende autonomia para escolas definirem o retorno das aulas em regiões menos afetadas pela covid-19

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Atualizado segunda-feira,
29 de Junho de 2020 às 11:20

“Se comércio e economia abrem, por que escolas não podem?”, questiona Sinepe
Presidente do Sinepe participou de entrevista na Rádio A Hora na manhã de hoje
Vale do Taquari
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A retomada das aulas presenciais no estado foi tema do Programa Frente e Verso na manhã de hoje. Em entrevista por telefone, o presidente do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe), Bruno Eizerik criticou a demora para o governo estadual definir quando as escolas podem abrir para os alunos novamente.

Eizerik reforçou anúncio feito pelo Estado em junho com a possibilidade da volta das aulas presenciais em julho. Um protocolo de medidas necessárias para o retorno seguro dos alunos também foi divulgado.

Conforme o presidente do Sinepe, muitas instituições de ensino privado começaram a se organizar para seguir os protocolos de volta às aulas. Entretanto, o governador Eduardo Leite anunciou possibilidade de adiamento do retorno das aulas para agosto.

Para Eizerik, há condições de iniciar as aulas presenciais em regiões do estado com bandeira amarela e vermelha. Em nome do Sinepe, ele defende que as escolas que criaram protocolos deveriam ter a liberdade de definir o retorno das aulas. “Se o comércio e economia abrem, por que as escolas não podem”, questiona.

Na avaliação do Sinepe, a educação infantil deve ser a primeira a voltar, seguido das séries iniciais do ensino fundamental e último ano do ensino médio. Após, o retorno das demais séries do fundamental e médio. “Essa é a recomendação, mas defendemos que cada escola tenha autonomia para definir as turmas que voltam antes”, aponta.

O Sinepe realiza reuniões semanais com a Secretaria de Educação do estado. Conforme Eizerik, a preocupação do governo estadual é com as regiões com bandeiras vermelhas, entretanto reforça a defesa do reinício das aulas em regiões com a cor laranja ou amarela.

Entrevista completa no link: