“É muito bom ver a entidade se reconstruindo e as tradições voltando”

CAFEZINHO COM NG

“É muito bom ver a entidade se reconstruindo e as tradições voltando”

Jorge Luiz Werle, 60, assumiu em março o segundo mandato como patrão do CTG Estrela do Rio Grande, de Estrela. Na primeira passagem pelo cargo, enfrentou as limitações impostas pela pandemia. Agora, retorna em outro momento desafiador. Depois das enchentes que atingiram a sede, o grupo recupera a estrutura e retoma atividades que fazem parte da história da entidade. Neste mês, um dos destaques será a volta do tradicional boi no rolete

“É muito bom ver a entidade se reconstruindo e as tradições voltando”
Foto: Daniély Schwambach
Adicione Grupo A Hora como fonte preferencial no Google

Leia mais notícias do Grupo A Hora no Google!
É rápido e você não perde nada importante.

Estrela

Como começou tua história com o tradicionalismo?

Jorge – Comecei no início dos anos 1990. Sempre gostei de cavalo e surgiu a oportunidade de participar de um desfile de 20 de Setembro pelo CTG Estrela do Rio Grande. Consegui adquirir um cavalo e comecei a participar. Na época, fui muito bem acolhido pela entidade e acabei ficando. Meus pais não eram ligados ao CTG, mas crescemos no interior, trabalhando na roça, então acredito que dali também veio esse gosto pela lida e pelo cavalo.

Este é teu segundo mandato como patrão. O que te fez assumir novamente?

Jorge – Minha primeira gestão aconteceu justamente durante a pandemia. Foi um período difícil, porque não podíamos promover eventos e muita coisa que gostaríamos de ter feito acabou não acontecendo. Depois de um tempo, o pessoal me procurou e sugeriu que eu assumisse novamente. Aceitei esse desafio e comecei o novo mandato em março. Agora temos dois anos pela frente para desenvolver esse trabalho.

Desta vez, o desafio também passa pela reconstrução. Como está a sede depois das enchentes?

Jorge – Nossa entidade foi muito atingida e perdemos o galpão. Começamos a reconstrução e estamos refazendo tudo aos poucos. Já temos pilares e telhado, priorizamos os banheiros para receber o público e também fechamos um espaço nos fundos para melhorar a cozinha. Ainda temos bastante trabalho, mas é muito bom perceber que a estrutura começa a tomar forma novamente.

E o que o CTG prepara para este mês de setembro?

Jorge – No dia 20 teremos o desfile e depois seguimos para a sede, onde vamos retomar o tradicional boi no rolete. Era um evento que sempre fazíamos e que, por causa da pandemia e de tudo o que aconteceu depois, acabou ficando para trás. O preparo exige 24 horas de fogo e deve envolver cerca de 15 pessoas, divididas em turnos. Para nós, não é apenas fazer um almoço novamente. Representa recuperar uma tradição e a própria identidade do CTG.

A Semana Farroupilha termina, mas o trabalho continua?

Jorge – O serviço não para durante o ano. Assim que encerramos a Semana Farroupilha, já começamos a preparação para o rodeio, previsto para o início do próximo ano. Temos pista de laço e uma estrutura que precisa de manutenção constante. Hoje contamos com cerca de 140 associados em dia e muitos participam de rodeios durante todo o ano. Grande parte do que conseguimos fazer depende da dedicação voluntária dessas pessoas.

O que tu espera deixar ao fim deste segundo mandato?

Jorge – Quero ver a entidade cada vez mais estruturada e com as pessoas participando. Temos muito apoio de outras comunidades e entidades, e dentro do CTG existe um grupo que realmente se doa para fazer as coisas acontecerem. Trabalho voluntário não é fácil, mas é satisfatório perceber que as pessoas reconhecem esse esforço. Depois de tudo o que passamos, poder reconstruir o espaço, retomar nossos eventos e manter as tradições vivas é o que nos motiva a continuar.

Receba notícias
em primeira mão

Acompanhe
nossas
redes sociais