Soli3 recebe licença para projeto de R$ 1,25 bilhão

Agronegócio gaúcho

Soli3 recebe licença para projeto de R$ 1,25 bilhão

Grupo instalará complexo para processamento de soja e produção de biodiesel em Cruz Alta

Soli3 recebe licença para projeto de R$ 1,25 bilhão
Agro 360

A intercooperação Soli3, formada pelas cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, deu mais um passo para a implantação de sua indústria de processamento de soja e produção de biodiesel em Cruz Alta. O grupo recebeu a licença de instalação emitida pelo governo gaúcho, documento que autoriza o início das obras do empreendimento.

Com investimento estimado em R$ 1,25 bilhão, a unidade industrial terá capacidade inicial para processar 3 mil toneladas de soja por dia, o equivalente a cerca de 1 milhão de toneladas por ano. A produção incluirá óleo degomado, biodiesel, farelo de soja e casca peletizada, com faturamento anual projetado em R$ 2,5 bilhões.

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O início das obras está previsto para 1º de julho, quando começam os trabalhos de terraplanagem e implantação do canteiro de obras. O complexo ocupará uma área de 138 hectares, com aproximadamente 75 mil metros quadrados de construções. Durante a fase de implantação, a expectativa é gerar cerca de mil empregos diretos.

A Soli3 reúne cooperativas presentes em mais de 100 municípios gaúchos e conta com uma base superior a 35 mil associados. Juntas, as três organizações possuem capacidade de armazenagem de 2,8 milhões de toneladas de grãos.

O projeto também prevê uma segunda etapa de expansão. Nessa fase, a capacidade de processamento passará para 7,2 mil toneladas de soja por dia, o que representa cerca de 2,6 milhões de toneladas anuais. Já a produção de biodiesel poderá alcançar 1,5 mil toneladas diárias, totalizando aproximadamente 500 mil toneladas por ano.

Além da escala produtiva, a nova indústria aposta em inovação tecnológica. A unidade contará com um Centro de Operações Integradas para monitoramento dos processos industriais e deverá ser uma das primeiras do setor a utilizar a tecnologia de “gêmeo digital”, sistema que reproduz virtualmente toda a planta industrial para simulações operacionais, otimização de desempenho e prevenção de falhas.

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