Gol contra em Encantado…

Opinião

Henrique Pedersini

Henrique Pedersini

Jornalista

Gol contra em Encantado…

São dois postes e um travessão. Dessa forma prática, porém estranha, há muitos anos se acessa o Centro de Encantado a partir da ERS-129. Isso quando se consegue atravessar as pistas. Muitas foram as vezes em que motoristas e passageiros ficaram pelo caminho em graves acidentes.

Hoje, o QG deste colunista é em Lajeado. Porém, por muitos anos, meu posto de redação ficava a menos de 500 metros da “goleirinha”. E não foram poucas as coberturas de acidentes, alguns com mortes, inclusive.

Nos últimos dias, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) iniciou obras para melhorar a sinalização e tentar diminuir a velocidade dos veículos que transitam pelo trecho. O pedido foi da Defensoria Pública. Na verdade, o mais correto seria fechar definitivamente a goleirinha. Por segurança, essencialmente.

A ERS-129 tem algumas coisas esquisitas. Esta é uma delas. Um acesso com três madeiras e nenhuma organização para quem está ou quer entrar na rodovia. Na mesma via, há uma sequência de quebra-molas em plena ERS pouco antes de Roca Sales.

Em tempo: há acessos seguros, iluminados e bem sinalizados para o Centro de Encantado pouco antes do ponto abordado por esta coluna. Tornar mais sinalizado um acesso estranho não o torna melhor. A goleirinha em Encantado representa um gol contra, e daqueles bem bizarros!

Foto: divulgação

São 23 investimentos necessários

Nesta semana, Lajeado viveu um momento político importante e até um tanto histórico. No gabinete da prefeita Gláucia Schumacher compareceram os 15 vereadores. O tema foi o cronograma com 23 obras ou estudos que se justificam. Isso não se debate. Devido aos altos valores e ao iminente financiamento que Lajeado terá de contratar (cerca de R$ 100 milhões), será necessário escolher os investimentos mais urgentes, pois importantes todos são.

Aos vereadores, maturidade no debate e muito espaço para as comunidades. Não é assunto para misturar com mágoas políticas, próximas eleições ou outros projetos do governo. É preciso ser pragmático. São mais de duas dezenas de projetos e um recurso que não contempla todos.

Por enquanto, um elogio para todos os integrantes da Câmara que entenderam a relevância do encontro com o governo.

Normalizar a fiscalização no serviço público

Há proposta até para criar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Lajeado para apurar possíveis irregularidades em contratações de CCs no Executivo e no Legislativo de Lajeado. A proposta é de Éder Spohr (MDB) e tem fundamento.

É verdade que o emedebista errou (e assumiu o erro) na história do seu assessor que vendia imóveis em horário de trabalho no parlamento. Porém, Spohr cita anomalias na rotina de alguns servidores do governo de Lajeado. E nada mais normal do que fiscalizar.

Aliás, precisamos normalizar o olhar atento e vigilante sobre os processos públicos, mesmo que com conotação política. É público, é de interesse da coletividade.

Rapidinho…

  • Vinícius Renner, ex-coordenador de trânsito de Lajeado, permanece na Secretaria de Segurança Pública do município. Desta vez, atuará na organização de serviços voltados à Defesa Civil.
  • Em Estrela, Volnei Zancanaro (PP) quer abrir uma CPI para investigar mais de 40 supostas irregularidades do governo atual. Ao mesmo tempo, há gente de olho em um processo para retirá-lo do cargo de vereador.
  • No Vale existe de tudo: filiado do PP que apoia Gabriel Souza (MDB) nas próximas eleições. Tem nome forte do PDT regional que ignora a candidatura de Juliana Brizola, pré-candidata ao governo do Estado pela sigla. E assim por diante…
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