Todos os dias, nossos repórteres da editoria de trânsito do Grupo A Hora avisam: “tem acidente”. Muitas vezes, essas ocorrências são registradas nas rodovias, porém há muitos casos em trechos urbanos. Este é um dos principais fatores que exigem uma reflexão sobre o futuro do trânsito de Lajeado, em todos os aspectos possíveis.
Admito que era um entusiasta da Guarda Municipal Armada, debatida por meses e que ficou no papel devido ao “freio” da Justiça por aspectos relacionados à transformação dos atuais agentes de trânsito em guardas municipais. O indiscutível é a necessidade de um olhar atento para o setor de fiscalização em Lajeado.
O vereador Luís Benoitt (PL) pede a retirada do setor da Secretaria de Planejamento. Faz sentido, mas, por enquanto, a área segue atrelada à robusta pasta liderada por Alex Schmitt.
Há importantes investimentos para melhorar a mobilidade urbana em avenidas como Benjamin Constant, Pasqualini, Amazonas e tantas outras com grande fluxo. Este é um fator fundamental. Outro aporte necessário é para a estruturação do departamento, sua posição no governo e para definir se a história da Guarda Municipal “vai ou fica”.
10 mil famílias no CadÚnico
É o dado de Lajeado, conforme a secretária de Desenvolvimento Social, Eliana Heberle. Um número expressivo, mesmo diante de uma população que se aproxima dos 100 mil habitantes. Importante: nem todas as famílias recebem o Bolsa Família, mas estão no radar do governo por questões de vulnerabilidade social.
É um lado de Lajeado que conflita com a pujança econômica e a diversidade de setores no meio empresarial. Trata-se de um trabalho árduo, silencioso e permanente, mas que salva vidas daqueles que se permitem receber ajuda. Por exemplo: são cerca de 100 moradores de rua na cidade, quase todos no Centro. Com eles, há não apenas o desafio de enfrentar o frio e a fome, mas também uma gama de dificuldades sobre as quais o próprio município e as instituições se debruçam para solucionar.
EGR, olhe para a ERS-130
Em paralelo ao debate sobre concessão e duplicação, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) precisa intervir na situação da ERS-130. Após um trabalho recente de recapeamento, a ligação entre a parte baixa e a parte alta do Vale está às escuras. Quem transita à noite precisa guiar-se pela luminosidade das empresas localizadas às margens da via ou pelos raros pontos de luz existentes no trecho, especialmente entre Encantado e Arroio do Meio.
Não anima saber que o cenário indica a permanência da EGR na gestão das rodovias locais e uma condição precária a poucos metros de uma ativa e bem iluminada praça de pedágio.
Rapidinho…
- De acordo com vídeo publicado pelo suplente de vereador e pré-candidato a deputado estadual Ramatis de Oliveira (PL), houve um turbulento encontro entre ele e o ex-prefeito Marcelo Caumo nos últimos dias. O assunto seria o indiciamento de Caumo na CPI.
- Em Encantado, está em avaliação uma reformulação do Centro. O objetivo é criar uma proposta voltada aos pedestres. O formato é o mesmo há muitos anos e apresenta lacunas em termos de mobilidade, paisagismo e modernidade. Faz bem Encantado em olhar para sua principal rua da área central.