Embrapa desenvolve robô para a fruticultura

Tecnologia no campo

Embrapa desenvolve robô para a fruticultura

Parceria com iniciativa privada cria equipamento capaz de gerar dados da produção e auxiliar na gestão dos pomares

Embrapa desenvolve robô para a fruticultura
O desenvolvimento inicial será direcionado às culturas da maçã e da uva, em parceria com a Embrapa Uva e Vinho, unidade sediada no Rio Grande do Sul
Agro 360

Uma nova parceria firmada pela Embrapa com a empresa Instor Projetos e Robótica pretende impulsionar o desenvolvimento de robôs voltados às pequenas e médias propriedades rurais. A iniciativa integra o projeto Semear Digital e amplia as pesquisas em agricultura de precisão e automação no país, com desenvolvimento conduzido no RS.

Entre as tecnologias já desenvolvidas dentro do projeto está o implemento SEEmear, que utiliza imageamento georreferenciado para realizar a contagem automatizada de frutos em pomares. A ferramenta gera dados que auxiliam no planejamento da produção e na gestão das áreas cultivadas.

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Com a nova etapa da parceria, o objetivo é avançar no desenvolvimento de um robô agrícola totalmente autônomo, pensado para a realidade de propriedades menores. Segundo a coordenação do projeto, a proposta é criar um equipamento versátil, capaz de executar diferentes funções por meio do acoplamento de implementos.

A estratégia busca superar uma lacuna no mercado nacional. Atualmente, os poucos equipamentos autônomos desenvolvidos no Brasil são voltados a grandes propriedades e operam em atividades específicas, como pulverização, plantio e identificação de plantas invasoras.

No novo projeto, a flexibilidade de uso é um dos principais diferenciais. A possibilidade de adaptar o robô a diferentes tarefas tende a reduzir custos e ampliar a viabilidade econômica para pequenos produtores.

O desenvolvimento inicial será direcionado às culturas da maçã e da uva, em parceria com a Embrapa Uva e Vinho, unidade sediada no Rio Grande do Sul. Pesquisadores já mapearam demandas desses sistemas produtivos e contam com uma plataforma mecânica em estágio avançado.

Os próximos passos envolvem o aperfeiçoamento do controle autônomo do equipamento, considerando fatores como o espaçamento das culturas, a velocidade de operação e a segurança no ambiente de trabalho.

A expectativa é que a tecnologia contribua para ampliar o acesso à automação no campo, aumentando a eficiência produtiva e reduzindo a dependência de mão de obra em atividades repetitivas.

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