Eneagrama ajuda a aprimorar relações no ambiente de trabalho

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Eneagrama ajuda a aprimorar relações no ambiente de trabalho

Técnica milenar se consolida como aliada de profissionais e líderes que buscam entender padrões emocionais e melhorar a comunicação interpessoal

Eneagrama ajuda a aprimorar relações no ambiente de trabalho
Diretor regional do Instituto Eneagrama dos Vales, Luciano Iepsen, em entrevista na segunda, 20. (Foto: Deivid Tirp)
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Com origem milenar, o eneagrama ganhou espaço no desenvolvimento pessoal e profissional. Mais do que um mapa de perfis, ele é uma ferramenta prática para compreender o comportamento humano e aprimorar as relações, especialmente no ambiente de trabalho. Segundo o diretor regional do Instituto Eneagrama dos Vales, Luciano Iepsen, o método, que inicialmente era transmitido oralmente, ganhou força na metade do século 20, quando passou a ser estudado por psicólogos, psiquiatras e neurocientistas.

“O fato é que, assim como a escrita e a roda, ninguém sabe exatamente quem foi o curioso que inventou e teve acesso a essa informação. O que se sabe é que, no início do século 20, um filósofo armênio trouxe do Oriente esse conhecimento para o Ocidente, após uma expedição de dez anos pela região do Afeganistão”, conta. A partir dessa vivência, o símbolo passou a ser estudado sob a ótica dos comportamentos humanos, e não apenas das personalidades.

De forma prática, o eneagrama busca responder por que fazemos o que fazemos. Ele propõe um mergulho no autoconhecimento, ajudando a reconhecer tanto os potenciais quanto as armadilhas de cada perfil. “A emoção é a energia que impulsiona a ação. Por exemplo, a raiva, muitas vezes vista como negativa, é fundamental para sair da zona de conforto. É ela que gera indignação e movimento. O problema é o excesso — quando a energia que antes era força passa a ser rigidez”, explica o especialista.

Aplicações no ambiente de trabalho

No ambiente de trabalho, o método tem se mostrado especialmente útil para líderes e equipes. “Lidar com pessoas é um desafio porque elas são imprevisíveis. Mas, com técnica, percebemos que o ser humano é muito mais previsível do que parece. Ao entender o funcionamento de cada perfil, é possível antecipar reações, melhorar a comunicação e fortalecer vínculos”, observa Luciano.

O estudo do eneagrama se baseia em quatro pilares: autoconhecimento, compreensão das emoções, empatia e habilidade social. A proposta não é classificar as pessoas, mas compreender suas motivações e formas de agir. “Nenhum tipo é melhor do que o outro. O que muda é a consciência que temos sobre quem somos. Quanto mais me conheço, melhor gerencio minhas atitudes e emoções — e mais preparado estou para lidar com os outros”, conclui.

Os nove perfis do Eneagrama

  1. Perfeccionista ou reformador
  2. Prestativo
  3. Realizador
  4. Entusiasta
  5. Pacifista
  6. Desafiador
  7. Individualista
  8. Investigador
  9. Lealista

Feedbacks produtivos
por Harvard Business Review

Oferecer feedbacks é uma das formas mais eficazes de promover o desenvolvimento dos colaboradores, seja para lidar com uma pessoa difícil ou com o maior talento da equipe.

Para quem sente receio de conduzir essas conversas ou tem dificuldade em fazer com que elas resultem em mudanças positivas, esta obra traz orientações valiosas.
Em “Feedbacks Pro dutivos”, o leitor aprende os elementos fundamentais de um bom feedback, como:

  • Escolher o momento e os temas mais adequados;
  • Desenvolver um diálogo produtivo;
  • Evitar ou administrar situações delicadas durante a conversa;
  • Estabelecer um plano para acompanhar as questões levantadas.

Entrevista
Luciano Iepsen • Diretor regional do Instituto Eneagrama dos Vales

“Para algumas pessoas, está no DNA ser curioso, mas para outras precisa despertar”

Wink – Qual a origem do sobrenome Iepsen? Quais são as tuas bases?

Luciano – É de origem alemã, meus antepassados vieram da Alemanha e há indícios da Dinamarca. Eu nasci e morei até os 22 anos em São Lourenço do Sul. Até os 17 anos morei no interior junto com meus pais, trabalhando com agricultura e gado. Mas sempre gostei muito de estudar. Aprendi que, independente do que fosse fazer, precisaria de formação, seja para continuar na agricultura, quanto fazer outra coisa. Por isso, me dediquei ao estudo.

Teus pais tiveram influência nesse teu desejo de prosperar através da educação?

Sim, apesar de que eles tinham como cultura na propriedade a questão do esforço: levanta antes do sol raiar e vai dormir quando for possível. Somos cinco irmãos vivos e todos trabalharam até a juventude na lavoura. Hoje, tenho uma irmã que mora no interior e os demais foram migrando para a cidade.

Tu fizeste tua formação onde e qual a importância da educação básica?

É interessante que eu sempre gostei de estar no meio de pessoas, mas era muito tímido. Em casa, sendo o irmão mais novo, tinha uma certa expectativa de que eu continuasse na propriedade. Eu como gostava de estudar e vendo a complexidade do agro, na época, bem como as oportunidades que haviam fora, fomos morar na cidade. Fiz o ensino médio técnico em contabilidade, o que me permitiu trabalhar no comércio. Tive uma experiência interessante em um supermercado, entrei como empacotador. Mas pelo gosto de conversar com as pessoas, fui galgando novas posições, encontrei posições de liderança e de condução com o grupo. Ali já começou a questão de puxar à frente.

Foi natural da tua essência essa liderança, ou o lugar que tu trabalhava te possibilitou aperfeiçoar isso?

Acredito que foram as duas coisas. Eu já tinha o exemplo, nas raízes, mas no começo não entendia isso. Se eu olho para trás, vejo que meu pai foi uma das pessoas mais empreendedoras que conheci. Até então, eu só enxergava a questão do esforço. Mas quando entrei no mundo do empreendedorismo, passei a ver o quanto que ele conseguia produzir em cima de recursos escassos. E de fato fazer produtividade. E de enxergar oportunidades. Ele sempre foi curioso e protagonista. Hoje a gente fala que ele tinha “o tino”. Para algumas pessoas, está no DNA ser curioso, mas para outras precisa despertar. Normalmente, quem é curioso e vai na frente, toma as primeiras pedradas, afinal não vai faltar quem queira criticar e desencorajar… mas é do processo.

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