Ao menos uma vez na vida, todos os brasileiros entoaram ou ao menos ouviram a frase que intitula este tópico. Ela está quase no final do Hino Nacional, escrito por Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909. O que ele e a grande maioria das pessoas não sabiam era a antítese entre a estrofe e a realidade mais de 120 anos depois, a partir da turbulência que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF).
No contexto do hino, “a clava forte da justiça” é uma metáfora. A ideia é enfatizar que, quando o Brasil age em defesa da justiça e dos seus direitos, tem força para se defender e enfrentar ameaças.
Só que, neste caso, a ameaça está entrelaçada com a soberania de quem deveria ser guardião da justiça, casos dos estimados ministros do Supremo. Em especial, Alexandre de Moraes. Dos políticos, nos últimos tempos, se espera pouco e não surpreendem as estranhas relações com o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o Banco Master. Porém, interessam os detalhes sobre as relações com nomes da Corte Suprema e seus familiares.

Eu diria que o processo mais importante em curtíssimo prazo não é escolher o próximo presidente, mas colocar luz forte sobre todo o contexto do STF. Não tem como jogar nem “par ou ímpar” sem saber se o juiz está ali apenas para garantir a justiça daquela disputa e, neste caso, tantas outras!
Hora de passar a limpo nossa Suprema Corte.
Impasse no vale-refeição
Estrela tem 13 vereadores e dois são de oposição, casos de Éder Follmann e Volnei Zancanaro. Ambos do PP. Mesmo que diminuta, a bancada conseguiu uma vitória momentânea com a suspensão pela Justiça da lei que restringe o uso do vale-refeição por servidores públicos exclusivamente para estabelecimentos de Estrela. Os oposicionistas alegam que a regra retira a liberdade de compra por quem mora em outras cidades. Carine Schwingel contrapõe que se trata de um incentivo para o comércio local.
Em números absolutos, o benefício alcança cerca de 1,2 mil servidores, com valor mensal de R$ 600 e impacto anual estimado em R$ 8,4 milhões. A prefeita foi para as redes sociais e classificou o movimento dos vereadores adversários como “politicagem”.
Reveja, ViaSul!
É sobre o cronograma de obras para duplicação da BR-386. Em específico, o adiamento de 2026 para 2031 dos trabalhos no trecho de Marques até Fontoura Xavier. Neste trajeto, está a chamada “Serra de Pouso Novo”. O local acumula um histórico impressionante de graves acidentes.
Verdade que estas tragédias também ocorrem em vias duplicadas, mas o impacto tende a ser menor. O final de semana aumentou a estatística com a morte de uma mulher em mais uma ocorrência no trecho.
Bom lembrar que a ViaSul aplicou dois reajustes no valor da tarifa de pedágio na BR-386 nos últimos tempos. Ou seja, aumentou a arrecadação. O previsto era iniciar as obras neste ano e isso precisa ser mantido.
Postergar o investimento neste local é assumir risco de mais mortes e comprometimento, ainda maior, da logística regional. Portanto: reveja, ViaSul!
Rapidinho…
- Nesta terça-feira, 8, ocorre sessão da câmara em Lajeado. O principal debate é sobre os projetos de financiamento dos R$ 100 milhões, que retornam à pauta, mas têm poucas chances de serem aprovados nesta semana.
- Líderes do PL e PDT no Vale do Taquari têm se esforçado para justificar a ausência nos debates de seus respectivos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. Sem sucesso.
- Se você não entende o porquê da mobilização de alguns nomes conhecidos da política local para candidatos de fora da região, espia se ele está na lista de assessores remunerados pelo Estado. Você ficaria estarrecido com alguns valores e de quem consta na folha de pagamento do Piratini e da Assembleia.