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Sociedade Rio Branco negocia venda da sede

Imóvel será trocado por ginásio e reforma da sede campestre. Presidente da entidade diz que duas empresas já têm interesse

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Sociedade Rio Branco  negocia venda da sede

Tradicional clube estrelense fundado em 1947, a Sociedade Rio Branco prepara uma grande mudança para os próximos anos. O clube está próximo de se desfazer da sede social, localizada na esquina da av. Rio Branco com a rua Balduíno Vier, e concentrar suas atividades na sede campestre, no bairro Imigrantes.
O imóvel está à venda desde 2017. Agora, a ideia é trocar o imóvel por uma reforma na outra sede. Assim, todas as atividades seriam transferidas para lá. De acordo com o presidente da instituição, Régis de Oliveira, há duas empresas interessadas.
 
“Uma empresa é de Lajeado e a outra, de Santa Catarina. Estamos definindo com qual delas vamos fechar”, afirma Oliveira, que assumiu o cargo em janeiro para o biênio 2019/2020. O negócio está estimado entre R$ 4 e 5 milhões.
O imóvel da avenida Rio Branco será entregue quando for concluída a reforma na outra sede. Por isso, clube planeja uma reforma no salão para este ano.
A Sociedade Rio Branco tem 1,2 mil sócios, dos quais 500 estão em dia e outros 294 são sócios-veteranos, modalidade que inclui associados há mais de 35 anos que recebem a gratuidade da mensalidade. Os dependentes somam mais de dois mil.
 

Sede campestre será reformada

A empresa que fechar o negócio dará em troca uma ampla reforma na sede campestre da sociedade. Os detalhes do projeto ainda não estão definidos. De acordo com o presidente, será construído um novo ginásio, três quiosques climatizados para eventos, uma cancha de bolão e um escritório para o setor administrativo.
A quadra de vôlei e os dois campos de futebol 7 serão reformados. A casa que hoje abriga o caseiro será derrubada e substituída por uma peça no ginásio. A construção de uma piscina térmica, para uso no inverno, também é estudada.
A expectativa do presidente é de que as obras iniciem ainda este ano.
 

Dívida no INSS

Em 2016, o prédio quase foi a leilão em função de uma dívida trabalhista. De acordo com o presidente, o débito já foi quitado. A direção informou que a única dívida do clube é com o INSS, no valor de R$ 112 mil, que já está sendo negociada.
O espaço já teve interdições em mais de uma ocasião. Em 2015, o baile infantil de carnaval chegou a ser cancelado. Oliveira garante que estas questões foram sanadas pela atual administração e que a sede conta com alvará e PPCI em dia.
 

MATHEUS CHAPARINI – matheus@jornalahora.inf.br