Variação de até R$ 0,66

Gasolina atinge menor preço desde a greve

Levantamento em 31 postos de combustíveis de dez cidades do Vale do Taquari mostra variação de cerca de 15,9 %. O estabelecimento com o melhor preço está em Estrela; e o pior, em Sério.

Por

Gasolina atinge menor preço desde a greve

Claiton Oliveira economiza mais de R$ 20 por semana em combustível abastecendo sempre nos postos mais baratos. Morador de Lajeado, ele gasta R$ 100 semanalmente em gasolina. No Vale do Taquari, a diferença de um município para outro pode chegar a R$ 0,66, de acordo com levantamento feito pelo pela reportagem do A Hora em 31 postos de dez municípios. Em um tanque de 50 litros, são até R$ 33 economizados por quem busca o melhor preço.
O posto onde Oliveira encheu o tanque, no bairro Moinhos, em Lajeado, está entre os de menor preço da região. O litro da gasolina comum custava R$ 4,16 na tarde dessa sexta-feira. Aberto há dois meses, o estabelecimento mantém na entrada a placa que anuncia promoção inaugural.
Os frentistas afirmam que clientes vêm de outros bairros da cidade e até mesmo de municípios próximos, como Santa Clara do Sul, onde o menor valor encontrado foi de R$ 4,37. A diferença de R$ 0,21 representa R$ 10,50 no tanque cheio.
O valor mais alto foi encontrado em Sério, onde o litro da gasolina comum chega a custar R$ 4,81. O preço preço representa 15,9% acima do valor mais baixo registrado em Estrela: R$ 4,15.
04a_AHORA

Alta acumulada de 11,67%

Nessa sexta-feira, a Petrobrás aumentou em 2% o valor na refinaria, elevando o preço para R$1,4624. Na última quarta-feira, a estatal havia reduzido o preço nas refinarias para R$1,4337. Foi o valor mais baixo em 15 meses, desde outubro de 2017.
De acordo com a política, implementada em julho de 2017, o preço varia de acordo com o mercado internacional. Os reajuste são feitos com maior frequência, quase diariamente. Desde a implementação da mudança, o valor do combustível acumula alta de 11,67%
 

RS é o mais caro do Sul

No Rio Grande do Sul, o preço médio do litro da gasolina comum está em R$ 4,482, de acordo com levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo. O menor valor encontrado pela agência foi de R$ 3,87 e o maior foi R$ 4,999. Os valores correspondem ao período entre 30 de dezembro e 5 de janeiro.
O estado tem o valor mais alto da região Sul. Em Santa Catarina, o combustível custa R$ 4,055 e no Paraná, R$ 4,135.
O estado tem o preço acima da média nacional. Em todo o país, a agência calculou um valor médio de R$ R$ 4,330 na pesquisa feia 30 de dezembro e 5 de janeiro. Entre 13 e 19 de maio do ano passado, R$ 4,439
O Amazonas é o estado que tem o menor preço do país, pelo levantamento semanal da ANP. O litro da gasolina comum custa em média R$ 3,884. No Acre, foi encontrado o pior preço, R$ 4,823. O Rio da Janeiro tem o segundo maior valor, R$ 4,812.
De acordo com o presidente da Sulpetro, a carga tributária é o principal fator. “É um cálculo muito simples. Aqui, nós temos 30% de ICMS sobre o preço de referência, que é R$ 4,55. Em Santa Catarina, a alíquota é de 25%”, afirma. O preço de referência é definido pela Secretaria Estadual da Fazenda a cada quinze dias. No início deste ano, o valor foi reduzido de R$ 4,88 para R$ 4,55.
A logística também interfere. O Rio Grande do Sul está mais distante das distribuidoras de etanol, que é misturado à gasolina e corresponde a 27% do combustível que sai da bomba. O produto vem do Paraná, São Paulo ou do Matro Grosso.
 

Em queda, mas ainda caro

Dal’Aqua elenca fatores que contribuem para a sequência de quedas. O preço do barril do petróleo baixou para cerca de U$ 50. As redução nas vendas no período estimula uma concorrência maior. Apesar da sequência de reduções no preço final, Dal’Aqua considera que o valor ainda é alto.
Em 2018, as vendas ficaram abaixo do esperado pelo sindicato. Para este ano, o presidente se mostra otimista, porém com os pés no chão. “É um mercado impossível de prever. Algum acontecimento internacional pode alterar o preço do barril de petróleo e muda todo o planejamento.”
04a_AHORA

MATHEUS CHAPARINI – matheus@jornalahora.inf.br