Os objetivos do grupo escoteiro já dizem muito sobre sua ligação com o meio ambiente: “Desenvolver os jovens nas mais diversas áreas, formando-os de maneira integral, por meio de atividades ao ar livre e de convivência em grupo”. Em atividade há quase 14 anos, na cidade de Lajeado, o Tibiquary prioriza atividades e dinâmicas junto à natureza. Conforme a chefe escoteira Mariângela Costa Schneider, entre as ações estão o plantio de árvores, participação de atividades locais de preservação, até dinâmicas em que o grupo desfruta da natureza, sem prejudicá-la. “São formas de preservação que encontramos para ligar o jovem à natureza, retirando-os das telas.”
Mariângela comenta que as programações são definidas por faixa etária. Um exemplo é o programa Viva o Taquari-Antas Vivo, evento tradicional que está sempre previsto no calendário do Tibiquary. “Até porque o nosso Grupo leva o nome do Rio Taquari. Tibiquary significa rio das taquaras, para os indígenas.” Outra ação é guardar tampinhas ao longo de todo o ano. “E procuramos deixar sempre os locais melhores do que encontramos e estamos sempre conversando com os jovens sobre os cuidados com a natureza e a preservação.”
De pais para filho
Mariângela é mãe de integrante do grupo desde 2016 e chefe escoteira desde 2021. Ela conta que todos os chefes que atuam com os jovens são voluntários, não possuem nenhum tipo de remuneração. A maior parte são pais de jovens frequentadores do grupo, mas alguns ficam depois que seus filhos já não são mais escoteiros, porque cultivam amor ao escotismo. “Temos também chefes que foram escoteiros em algum momento da vida, e que vinculam-se ao grupo pelas memórias adquiridas e por quererem deixar seu legado aos jovens atuai”, destaca.
O Tibiquary é mantido de diversas formas, entre elas, pela parceria de apoiadores da comunidade, promoções para angariar fundos, com doações e com recursos que via editais. As pessoas que quiserem saber mais sobre o Grupo Tibiquary podem entrar em contato pelo número (51) 99978.1792, com a chefe Mariângela.
Controle populacional e saúde pública
A superpopulação de animais de rua e as consequências do abandono são desafios históricos para a saúde pública e o bem-estar animal. No Vale do Taquari, uma iniciativa pioneira vem transformando essa realidade através da prevenção. O Instituto de Proteção Animal Os Salvadores, sediado em Taquari, consolidou-se como uma das principais referências regionais na causa, utilizando a castração a preços acessíveis como ferramenta principal para combater a reprodução descontrolada de cães e gatos.
A história da organização da sociedade civil começou a ser desenhada em 2014, quando os fundadores Tiago Rodrigues e Kélvin Braga idealizaram o “Natal Canino”, uma campanha solidária de arrecadação de ração. O sucesso da iniciativa plantou a semente para que, em abril de 2016, a ONG fosse oficialmente fundada. Desde o início, a instituição é mantida exclusivamente pelo trabalho de voluntários dedicados à conscientização, ao combate aos maus-tratos e ao incentivo à guarda responsável.
O principal divisor de águas na trajetória do grupo ocorreu em 4 de dezembro de 2021, com a inauguração da Clínica de Castração Social Salvadores. Atualmente, o impacto da clínica ultrapassa as fronteiras de Taquari, acolhendo tutores particulares e ONGs parceiras de todo o Vale do Taquari. A filosofia do instituto é fundamentada na premissa de que a proteção animal eficiente ocorre antes do abandono. Ao evitar o nascimento de ninhadas indesejadas, diminui-se o número de animais expostos a riscos nas ruas, gerando um ciclo positivo que beneficia diretamente as comunidades locais.
Para dar continuidade à expansão dos atendimentos e manter o custeio da estrutura médica, Os Salvadores dependem do apoio contínuo da sociedade e de novas parcerias com o poder público e empresas. Os cidadãos podem contribuir ativamente patrocinando castrações sociais, seja de forma integral ou parcial.
As doações podem ser realizadas diretamente via Pix, utilizando o CNPJ da instituição: 29.147.690/0001-98. Para agendamentos, dúvidas ou mais informações sobre como se voluntariar, o contato pode ser feito pelo WhatsApp (51) 99696-9702 ou através do site oficial da ONG no endereço www.salvadores.com.br.
Resiliência climática e união voluntária
As históricas inundações e deslizamentos de terra que atingiram o Rio Grande do Sul entre 2023 e 2024 deixaram marcas profundas na infraestrutura, na economia e na vida das famílias do Vale do Taquari. Diante desse cenário de crise, a urgência em debater e executar ações de resiliência climática tornou-se vital. Foi nesse contexto que nasceu o Movimento Pró-Matas Ciliares do Vale do Taquari, uma articulação voluntária focada na preservação e na restauração das florestas que protegem as margens de rios, arroios e encostas.
O coletivo é formado majoritariamente por profissionais técnicos da área ambiental, ambientalistas, defensores da causa e cidadãos preocupados com a degradação dos ecossistemas locais. Sem fronteiras fixas, o grupo atrai voluntários de diferentes municípios gaúchos e até de fora do estado, todos unidos pelo propósito de reconstruir a região a partir da base ecológica.
Ciência, pressão política e ação comunitária
A atuação do Pró-Matas equilibra o trabalho técnico com a mobilização social. Na esfera política e científica, o grupo publicou notas técnicas para orientar a preservação de espécies ameaçadas de extinção que habitam as matas da região — como o anfíbio sapinho-admirável-de-barriga-vermelha. Além disso, o movimento protocolou cartas abertas direcionadas ao governador do Estado e ao presidente da República, e emitiu ofícios com diretrizes técnicas para as prefeituras do Vale, cobrando e sugerindo práticas adequadas para a recuperação ambiental.
No campo prático, os voluntários realizam mutirões de plantio de mudas nativas em áreas ribeirinhas e atuam fortemente em ações de educação ambiental em escolas e eventos comunitários. Um dos grandes marcos operacionais foi a parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado (SEMA/RS) para a coleta de sementes nativas, que posteriormente foram lançadas no formato de “bombas de sementes” sobre áreas afetadas por deslizamentos de terra. O grupo também apoia e soma forças a eventos tradicionais da região, como o Viva o Taquari-Antas Vivo, o Gramado Cultural e o Seminário Viva o Taquari-Antas.
Resultados concretos e autogestão
Os frutos desse trabalho já são visíveis. Plantios de recomposição ecológica foram executados com sucesso em municípios severamente atingidos, como Venâncio Aires e Marques de Souza, além de semeaduras em áreas de deslizamento em Lajeado. Graças à seriedade da iniciativa, diversas prefeituras da região passaram a adotar a lista de espécies nativas recomendadas pelo Pró-Matas em seus planos de manejo e a convidar os membros do grupo para o planejamento de políticas locais.
Toda essa estrutura opera de forma totalmente independente: o movimento não possui CNPJ, receitas próprias e não recebe verbas de instituições públicas ou privadas. Os custos de cada ação, panfleto ou viagem são divididos e arcados do próprio bolso pelos voluntários do coletivo.
Como apoiar ou participar?
Para quem deseja somar forças ao projeto, atuar nos plantios ou contribuir de forma voluntária, o principal canal de comunicação do grupo é o perfil oficial no Instagram: @movimento_promatas. O contato pode ser feito pelo direct.


