Adaptações no Centro consolidam estratégias de contingência para cheias

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Adaptações no Centro consolidam estratégias de contingência para cheias

Iniciativas avançam para fortalecer a proteção patrimonial e garantir a manutenção dos serviços em uma das principais regiões da cidade. São desenvolvidas desde mudanças estruturais até uso de dados para acelerar reação a eventos climáticos

Adaptações no Centro consolidam estratégias de contingência para cheias
Colégio Madre Bárbara aposta, entre outras coisas, na mudança do mobiliário, ao utilizar itens em alumínio (Foto: Jhon Willian Tedeschi)
Lajeado

Pouco mais de dois anos após a enchente de maio de 2024, seguem em desenvolvimento formatos de minimizar danos causados pela ação das chuvas sobre o Rio Taquari. Planos de contingência, comitês de crise e trabalho intenso com informação são as principais medidas adotadas por entidades localizadas na área central da cidade.

O Centro, como um dos bairros mais afetados, demanda as ações mais direcionadas, ao considerar a importância econômica e social da região. Algumas estruturas físicas foram modificadas para facilitar manejo e reparos em eventuais ocorrências.

No Colégio Madre Bárbara, por exemplo, além dos danos físicos na estrutura e patrimônio, foi preciso lidar com os reflexos emocionais na comunidade escolar. Foi instituído um Comitê de Crise para Eventos Climáticos, para a elaboração do plano de contingência.

A assistente social da escola, Melissa Capra, detalha que entre as medidas, estão o protocolo para evacuar o térreo do colégio, manter uma comunicação ágil e transparente com a comunidade escolar e prestadores de serviço, e ter um olhar especial aos momentos posteriores às cheias, com oferta de apoio, suporte, orientações e encaminhamentos de natureza social e pedagógica.

“Diante desse cenário, a instituição reforça a importância do cuidado com as pessoas, priorizando o acolhimento e o suporte emocional, além da reconstrução e reorganização dos espaços afetados”, afirma a assistente social.

Estratégia definida

O plano de contingência foi elaborado por um grupo de colaboradores da instituição, com a participação dos integrantes da Brigada de Incêndio e da CIPA. Após a estruturação, o documento passou pela avaliação da coordenadoria da Defesa Civil do município, que visitou a instituição, analisou os protocolos previstos e apresentou sugestões de aprimoramento.

Entre as mudanças estruturais no colégio, foram feitas a troca do piso, a instalação de esquadrias de alumínio e vidros nas salas de aula, e a aquisição de móveis adaptados com rodinhas e de alumínio, para facilitar a remoção. A estrutura de TI está no terceiro andar, para evitar os riscos de perdas na parte tecnológica e de eletroeletrônicos. Já a subestação passou ao segundo andar e a central de luz também será remanejada.

Melhorias na estrutura

Localizada praticamente às margens do Taquari, a Acil possui documentado um plano de contingência para situações extremas, além de ter feito adaptações após ter a sede inundada em 2024. O presidente Eduardo Gravina explica que o mobiliário foi repensado, para facilitar a retirada e limpeza, além do prédio ter as instalações elétricas preparadas para que a manutenção seja feita de forma mais simples.

Gravina considera fundamental ter as informações precisas e saber organizar as ações diante das calamidades. “O mais importante de tudo, no meu modo de ver, é ter ciência das cotas que atingem cada nível da estrutura. Saber que, ao fechar todos os acessos, não se retira mais nada, então tem que ter prioridades”, pontua.

Dispositivo de proteção

Por outro lado, o Hospital Bruno Born inova ao buscar uma opção para conter as águas das enchentes. A contratação de uma barreira impermeável deve ser confirmada em breve, com um investimento de R$ 431 mil. No início de junho foi feito um teste para demonstração do dispositivo, e a entrega está prevista para duas etapas, em setembro deste ano e em março de 2027.

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