Paulo Birck conquista medalhas e mira vaga na seleção brasileira

Tiro Esportivo

Paulo Birck conquista medalhas e mira vaga na seleção brasileira

Atleta de Estrela superou os próprios recordes no Rio de Janeiro, reforçou a busca por uma Bolsa Atleta e celebrou a primeira viagem da filha como integrante da equipe

Paulo Birck conquista medalhas e mira vaga na seleção brasileira

O atirador paralímpico Paulo Birck, de Estrela, voltou do Rio de Janeiro com duas medalhas na bagagem e a certeza de estar cada vez mais próximo dos seus objetivos no tiro esportivo. Federado ao Comitê Paralímpico Brasileiro desde 2021, ele conquistou uma medalha de prata e outra de bronze durante etapa nacional válida para o ranking da modalidade, além de bater seus próprios recordes e seguir na disputa por uma vaga na seleção brasileira.

As medalhas foram conquistadas no sábado, nas provas de rifle calibre .22. O bronze veio na disputa de 60 disparos na posição deitado, com alvo a 50 metros. Já a prata foi obtida na prova 3×20, em que os atletas realizam 20 disparos em três posições diferentes. No domingo, Birck ainda terminou na sexta colocação na prova de carabina de ar, disputada a 10 metros.

Para o atleta, o desempenho confirma a evolução construída ao longo dos últimos anos. “Competir com atletas que estão há muitos anos no esporte e conseguir melhorar meus índices mostra que, com dedicação, é possível chegar onde a gente deseja”, afirma.

Além do resultado esportivo, a competição teve um significado especial no campo pessoal. Pela primeira vez, a filha de Paulo o acompanhou em uma viagem nacional, atuando como staff durante a competição. “Ela já me acompanhava nas provas aqui no Estado, mas essa foi a primeira viagem mais longa. Poder viver esse momento ao lado dela e servir de inspiração é uma conquista tão importante quanto as medalhas”, destaca.

Esporte exige concentração

Mesmo conciliando os treinamentos com o trabalho na Cooperativa Languiru, Birck intensifica a preparação nas semanas que antecedem as competições. Segundo ele, o tiro esportivo exige muito mais do que técnica.

“O principal é a concentração, a respiração e a tranquilidade. Se a cabeça estiver preocupada com algo externo, o tiro não sai como deveria. É um esporte que trabalha muito o controle mental.”

A trajetória no tiro esportivo começou em 2016 e ganhou força após uma viagem ao Rio de Janeiro, em 2019, quando, por iniciativa própria, buscou informações sobre o esporte paralímpico, conheceu atletas e iniciou a montagem do próprio equipamento. Hoje, com material mais competitivo, já disputa posições entre os principais nomes do país.

Próximo desafio

Agora, o foco está na final do Campeonato Brasileiro, marcada para novembro. Além da busca por novos pódios, Paulo pretende alcançar um objetivo importante: conquistar a Bolsa Atleta. “O tiro esportivo tem um custo elevado. Toda a munição, equipamentos e viagens dependem de investimento. A Bolsa Atleta ajudaria muito na preparação e permitiria buscar resultados ainda melhores.”

Por fim, o atleta espera que sua história incentive outras pessoas com deficiência a ingressarem no esporte. “Quero mostrar que vale a pena correr atrás dos sonhos. Se minha trajetória servir de inspiração para formar novos atletas e, quem sabe, uma associação de tiro esportivo paralímpico no Vale do Taquari, já vou me sentir realizado.”

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