“Venda de frigorífico para JBS fortalece cadeia de suínos no Vale”, diz Paulo Birck

CRISE NA LANGUIRU

“Venda de frigorífico para JBS fortalece cadeia de suínos no Vale”, diz Paulo Birck

Segundo liquidante, multinacional deve incorporar todos os produtores, dobrar abates e comprar ração de fábrica da Languiru

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Atualizado segunda-feira,
27 de Novembro de 2023 às 11:06

“Venda de frigorífico para JBS fortalece cadeia de suínos no Vale”, diz Paulo Birck
Liquidante Paulo Birck (e) (Foto: Rodrigo Gallas)

A venda do frigorífico de suínos da Languiru para a Seara, do Grupo JBS, garante a continuidade e fortalece a cadeia de suínos no Vale do Taquari, destaca o liquidante Paulo Birck. Em entrevista ao programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, ele detalhou o avanço das negociações do plano de reestruturação da cooperativa.

A venda do ativo, localizado em Poço das Antas, foi anunciada na terça-feira, 21, da semana passada. A multinacional JBS pagará R$ 80 milhões pela planta produtiva, além da promessa do investimento de R$ 120 milhões em cinco anos, para modernização da estrutura e ampliação da capacidade produtiva.

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Metade do valor está em garantia com bancos, medida necessária para a venda ser executada. A cooperativa receberá R$ 40 milhões. Deste montante, R$ 23,5 milhões serão pagos à vista e o restante, R$ 16,5, parcelado em 36 vezes.

O valor será usado para reativar operações como agrocenter, fábrica de rações e produção de frangos e torná-los lucrativos. A partir disso, deve ser consolidado o plano de pagamento de credores, previsto para ser apresentado no início de 2024. Para Birck, mais importante do que a injeção do recurso, é o modelo da negociação, que prevê reativar produção.

Conforme Birck, a JBS vai adquirir a ração da fábrica da Languiru. São 15 toneladas por mês só para a operação de suínos. A planta tem capacidade para produzir 45 toneladas. Hoje, são cerca de seis. Com a venda de rações para JBS, a produção da fábrica chegará à metade de sua capacidade.  A cooperativa também venderá leitões de sua unidade produtiva, com capacidade de produzir 4 mil por mês. “A Languiru será um integrado da JBS”, explica.

A projeção é contratar 400 funcionários para a retomada da operação, que com o processamento de 1,2 mil suínos por dia, mas com potencial para quase triplicar a quantia – cerca de 3,4 mil cortes diários. O grupo prevê o reinício das atividades para março do ano que vem.

Birck, garantiu que, a partir da abertura das tratativas, os produtores serão chamados para que a cooperativa apresente a proposta da JBS e debata a negociação. E citou a Cooperativa dos Suinocultores dos Vales (Coosuval) como uma possível aliada na retomada da unidade. “O Vale ganha muito. Vai fortalecer nossos produtores.” Ele também destacou a participação em outros segmentos, como o de aves.

Assista a entrevista na íntegra

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