Municípios ampliam cuidados contra o  mosquito da dengue

MICRORREGIÃO DE ESTRELA

Municípios ampliam cuidados contra o mosquito da dengue

Primeiras semanas têm reforço na fiscalização para mapear focos do mosquito. Além disso, governos trabalham para conscientizar a população sobre a necessidade da prevenção

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Municípios ampliam cuidados contra o  mosquito da dengue
Agentes fazem a busca pelo mosquito nos 13 bairros de Estrela. Crédito: Jhon Willian Tedeschi
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Após dois anos seguidos com surtos na microrregião, o combate ao Aedes aegypti é a aposta para evitar contaminações. As principais medidas de prevenção são o levantamento dos pontos com focos em potencial, ações educativas e a busca pelo engajamento da população. Em 2022 os cinco municípios da região somaram 743 registros, enquanto que no ano anterior foram 723 casos confirmados.

Nesta época do ano, o calor facilita a proliferação do mosquito. As equipes de vigilância ambiental providenciam o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), onde são identificadas as áreas das cidades com maior proporção de larvas e os criadouros permanentes.

O trabalho em Estrela se intensificou nas últimas semanas. Em busca do maior número de pontos vulneráveis, as análises se distribuem entre os bairros mais atingidos no ano passado – Indústrias, Boa União e Imigrantes tiveram as maiores incidências. Os seis agentes de endemias se dividem entre 13 bairros – são cerca de 14 mil residências.

Além do LIRAa, que considera uma amostragem nas localidades, um levantamento permanente é feito pela equipe. Os maiores desafios estão na resistência de parte da população em permitir o acesso dos profissionais. Mesmo assim, apenas em dezembro, foram quase mil visitas para coletas de amostras na área urbana, sem contar as demais saídas a campo no interior, atendimento a denúncias, entre outros.

Primeiro surto

Colinas nunca tinha registrado casos de dengue até 2022. Em um ano, o município somou 203 contágios. Os primeiros sintomas foram relacionados à covid-19, ao mesmo tempo que os testes para a doença começaram a ter resultados negativos. Isto motivou a aquisição de exames voltados ao diagnóstico da dengue, como lembra a secretária da Saúde, Angelita Herrmann.

“Nos surpreendemos com o grande número de casos e criamos um comitê com representantes dos setores de meio ambiente, obras, administração e educação. O conselho de saúde também participou, assim como a Emater. Sabemos que não adianta só cuidar, existe toda uma questão ambiental para retirada de sucata e localização de focos”, pontua.

Os primeiros casos foram registrados na área urbana da cidade, mas a maioria ficou na Linha Santo Antônio, às margens do Rio Taquari e muito próximo ao limite com Arroio do Meio, que teve mais de 1 mil diagnósticos da doença.

Ações educativas

Angelita destaca as medidas de conscientização junto a população, para que todos contribuam no combate ao mosquito. Medidas colaborativas são incentivadas pelo governo de Colinas. “Não dá pra brincar e não há o que fazer que não seja olhar ao seu redor, verificar o seu terreno, verificar o terreno do vizinho, se ajudar enquanto comunidade. Não temos outra forma de prevenir que não seja a partir da comunidade”, conclui Angelita.

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