Faturamento digital da Poolseg cresce 450%

Opinião

Thiago Maurique

Thiago Maurique

Jornalista

Coluna publicada no caderno Negócios em Pauta.

Faturamento digital da Poolseg cresce 450%

Por

Atualizado sexta-feira,
06 de Janeiro de 2023 às 08:25

Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

A Poolseg, corretora de seguros com sede em Teutônia, registrou forte elevação nas vendas pelos canais digitais em 2022. A modalidade se tornou responsável por 30% do faturamento de seguros novos, com uma alta de 450% na comparação com 2021. Em termos absolutos, a empresa cresceu 20%, índice acima da média do mercado do setor, que fechou 2022 com alta de 12,9%.

Sócio executivo da empresa, Josenei Magalski afirma que o segmento foi beneficiado pelo aumento da tabela Fipe, que determina o valor de mercado dos veículos e, consequentemente, dos seguros. “Nossa experiência de 27 anos no setor foi fundamental para entregar aos nossos clientes a melhor solução de seguro e preço dentro desse cenário.”

Entre as iniciativas adotadas para alcançar resultados expressivos estão o treinamento constante da equipe e uma aprofundada pesquisa junto aos clientes, cujos dados servirão de base para ações de 2023. “Todos os anos vemos oportunidades e desafios. Para este, optamos por investir ainda mais tanto no digital, quanto no mercado local”, destaca. Desde dezembro, a empresa está com vagas abertas para ampliar a equipe nas duas frentes. Interessados podem enviar currículo para o e-mail [email protected]

Crédito: Divulgação


Mesmo com retiradas, fundos elevam patrimônio

O ano passado fechou com saldo positivo para os fundos de investimentos, apesar de alta nas retiradas. A indústria do setor registrou resgate líquido (retiradas menos aportes) de R$ 162,9 bilhões em 2022, queda de 139,5% na comparação com o ano anterior. Em 2021, os fundos tiveram saldo positivo de R$ 412,5.

A classe de multimercados apresentou o maior resgate líquido para o período, com retirada de R$ 87,6 bilhões em 2022. Fundos de ações tiveram R$ 70,4 bilhões em resgates, enquanto a renda fixa perdeu R$ 48,9 bilhões.

Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Conforme a entidade, apesar do grande volume de retiradas, o patrimônio líquido do setor chegou a R$ 7,4 trilhões em 2022, alta de 7,1% na comparação com 2021.


A falsa polêmica da Justa Causa no STF

A falta de assunto nos jornais e portais de notícia durante a primeira quinzena do ano provoca situações, digamos, inusitadas. Uma das mais gritantes foi a falsa polêmica em torno da votação no STF acerca das demissões por justa causa. Na Justiça desde 1997, o caso tem sido tratado como “fim das demissões sem justa causa”, o que é mentira.

O julgamento não avalia a justa causa como conhecemos – casos extremos em que o empregado comete alguma falta grave e, por isso, perde direito aos benefícios trabalhistas. O Supremo julga se a decisão de retirar o Brasil da convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sem o aval do Congresso, tomada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é válida.

A convenção trata da demissão injustificada e aí está a confusão. Injustificada não é o contrário de justa causa. Entre as justificativas para a demissão apontadas pela OIT estão, por exemplo, contenção de despesas e incapacidade técnica do funcionário – os dois principais motivos para demissão no mundo.

Além disso, a votação desse ano já nasce decidida, com seis votos favoráveis a manutenção da decisão do governo FHC, de 11 possíveis. Ou seja, a tal “polêmica” não passa de uma estratégia lamentável para obter cliques na internet, que mexe com os brios já exaltados da população.


RÁPIDAS

• Custos de produção – O Sebrae-RS retoma no dia 19 de janeiro o Lab Talk, evento híbrido que discute temas relevantes para o setor empresarial. Com transmissão ao vivo pelo Youtube da entidade, o primeiro debate do ano tem participação do diretor de marketing da Mormaii Fitness, Anibal Martins, que abordará o tema “Engenharia de Valor e seus preceitos para a diminuição de custos de um produto, serviço ou empreendimento”. O evento gratuito começa às 10h e tem vagas limitadas. As inscrições podem ser realizadas no endereço fecomercio-rs.org.br/labtalk.

• Veículos elétricos – A venda de carros elétricos cresceu 40% no Brasil em 2022. Dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) mostram que 49.245 veículos leves eletrificados foram comercializados no Brasil no ano passado, número recorde para o país, mas ainda abaixo da meta estipulada pela ABVE.

Com o desempenho, a frota de elétricos e híbridos em território brasileiro chegou a 126 mil automóveis. Ao todo, 128 modelos diferentes foram comercializados no país. Conforme a entidade, a tendência no setor é crescer ainda mais em 2023, principalmente devido ao ingresso de novos fabricantes no mercado nacional.

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