Pesquisa animal

Opinião

Luciane E. Ferreira

Luciane E. Ferreira

Jornalista

Pesquisa animal

Por

Brasil
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam 30 milhões de animais soltos pelas ruas das cidades brasileiras – 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos.

Aqui no Vale, não há censo animal, o que seria de grande valia para ações mais eficazes. A realidade mostra que os canis municipais não dão conta das demandas. E as ONGs lutam para abrigar animais de rua – que seguem procriando –, abandonados pelos donos e vítimas de maus-tratos.

Crédito: Divulgação

Acompanho o trabalho da Apama, de Lajeado, e vejo a balança pender mais para um lado. Há muito mais abandonos do que adoções. E as doações não são suficientes para tantas despesas com ração, medicamentos, clínicas veterinárias, etc.

Diante do levantamento da OMS, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma pesquisa. Quer saber o que os mais de 5 mil municípios brasileiros estão fazendo para proteger cães e gatos. A participação é restrita aos gestores municipais.

Além de contribuir para futuras parcerias, a pesquisa vai permitir ao MMA traçar um diagnóstico mais preciso da situação e identificar, de um lado, boas práticas que merecem ser incentivadas e disseminadas e, de outro, problemas que precisam ser resolvidos.

Entre os questionamentos estão: quais programas e políticas públicas adotados nessa área? Há controle populacional de cães e gatos por meio de castração e/ou esterilização? Microchipagem? Campanhas de vacinação contra zoonoses? Conscientização sobre guarda responsável? Incentivos para a adoção? Parceria com abrigos e lares mantidos pela sociedade civil?

As administrações municipais têm até domingo, 31, para responder à pesquisa on-line do Ministério do Meio Ambiente (www.gov.br/mma/pt-br).


Zero resíduos na indústria agroalimentar

A Univates é uma das instituições integrantes da Rede BioFood. O projeto prevê a criação de um centro regional de pesquisa permanente para o desenvolvimento da ciência e tecnologia de bioprocessos e biotecnologia aplicados à industrialização de alimentos de qualidade e inovadores. O grande diferencial é o sistema de economia circular, com integração completa de ciclos produtivos.

O objetivo geral é a busca pelo desenvolvimento permanente de tecnologias de bioprocessos para o aproveitamento de todos os resíduos e subprodutos da indústria agroalimentar do Estado do RS, visando à conversão desses materiais em produtos de alto valor agregado voltados à criação de novos alimentos e melhoria da qualidade nutricional de alimentos já existentes.

A Rede BioFood conta com aporte de R$ 2,2 milhões, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). Trinta pesquisadores estão vinculados à iniciativa. Da Univates, a professora doutora Claucia Fernanda Volken de Souza, bolsista de iniciação científica, doutorando e pós-doutorando vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia.


Um dia no Parque

Depois de dois anos de pandemia, a maior celebração pelas áreas protegidas do Brasil voltou a ocorrer. Um dia no parque, no último domingo, convidou as pessoas de todo o Brasil a reconectarem-se com a natureza.

A ideia era promover visitação nas unidades de conservação. No RS, temos 23 sob a administração pública estadual. A mais próxima é o Parque Estadual Delta do Jacuí, com 14.242 hectares de área, localizada nos biomas Mata Atlântica e Pampa, nos municípios de Porto Alegre, Canoas, Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Triunfo e Charqueadas.

Não sendo possível visitar uma área protegida, fica a dica de se conectar com a natureza, em qualquer dia do ano, em parques nas cidades, nas trilhas de matas, nas cascatas. O Vale do Taquari, neste sentido, tem muitas opções.


Pingos d’água

  • A Consulta Popular 2022/2023, do governo do estado, vai disponibilizar R$ 55 milhões. O período de envio das propostas se encerra às 23h59min do dia 10 de setembro. Meio Ambiente é uma das opções de categorias para indicar sugestões de investimentos. Participe pelo aplicativo COLAB ou site https://www.consultapopular.rs.gov.br.
  • Boa iniciativa para reduzir o preconceito e elevar o respeito entre as pessoas. Servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) participaram de capacitação sobre o tema transgênero. A intenção é prepará-los para receber os recém-concursados que vão integrar o quadro e garantir os direitos humanos dos que já fazem parte do funcionalismo público.

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