South Summit desvenda possibilidades do Metaverso

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South Summit desvenda possibilidades do Metaverso

Evento em Porto Alegre proporcionou palestras e experiências práticas de imersão em 3D no universo virtual

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Atualizado segunda-feira,
16 de Maio de 2022 às 16:30

South Summit desvenda possibilidades do Metaverso
Startup Meta4Chan proporcionou imersão no metaverso durante o South Summit. Empresa trabalha com sistema de assinatura de óculos para acesso ao mundo virtual (Foto: Divulgação)
Estado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Maior evento de conexão entre empresas, startups e investidores já realizado no Brasil, o South Summit deu luz a um dos assuntos mais instigantes do mundo tecnológico. O Metaverso foi tema de palestras e ações, com destaque para uma cabine de imersão no universo virtual 3D.

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Uma das atrações mais concorridas do evento na Capital Gaúcha, a cabine foi instalada pela startup Meta4chain. Com uso de óculos de realidade virtual, os visitantes foram conduzidos para uma experiência imersiva e interativa no metaverso.

A Coca-cola FEMSA também levou ao South Summit a sua experiência no Metaverso. A empresa distribui 3 mil latas da Coca-cola Byte, refrigerante criado pela gigante multinacional dentro do jogo Fortnite – um dos metaversos mais populares do mundo. Em abril, a Coca-cola lançou um jogo de realidade aumentada (AR) que pode ser acessado digitalizando uma lata do produto.

A relação entre o metaverso e os jogos ficou evidenciada no painel “O Verdadeiro Metaverso: Games e NFTs”. O debate teve participação do CEO da Federação Global de E-sports, Paul Foster, diretamente de Los Angeles, Estados Unidos, além dos CEOs da Softrends, Tassio Gil Maia, e da Multifaces Comunicação, Vanessa Donnianni.

Foster destacou o grande número de gamers brasileiros nos principais metaversos existentes. Além de Fornite, se destacam Axie Infinity, Decentraland, Horizon, Sandbox e Roblox. Segundo ele, a ampliação do metaverso e dos jogos eletrônicos passa pelo investimento na economia criativa.

Para Vanessa Donnianni o metaverso consiste em uma experiência paralela de conexão, conceito que existe há muito tempo no mercado de games. “As marcas precisam compreender a força desse mercado e investir nele.”

Vanessa ainda destaca o potencial dos games para captar dados, que vão desde o gênero, idade, região e horário preferencial dos usuários. Tassio Gil Maia falou sobre como os jogos podem ajudar a construir experiências de usuário na economia. Segundo ele, as transações gamificadas atuam em áreas cognitivas do cérebro diferentes das operações tradicionais, criando novas possibilidades de monetização.

Potencial e desafios

As experiências e debates no South Summit mostram que o conceito de universo virtual paralelo ainda é incipiente fora dos games. Mas, diante de gerações de nativos digitais que cresceram em meio aos jogos eletrônicos, o potencial do metaverso não pode ser ignorado pelas marcas.

Pesquisa realizada pela Kantar Ibope mostra que 6% dos brasileiros já acessam alguma das plataformas neste ambiente. Outro estudo, desenvolvido pela consultoria Gartner, aponta que 2 bilhões de pessoas estarão conectadas ao metaverso em 2026.

Entre os desafios para tornar o metaverso uma realidade mais robusta, são necessários avanços tecnológicos e sociais. Entre eles, a convergência entre a realidade virtual e a realidade aumentada, e a conexão dos diferentes mundos virtuais em um grande multiverso. Além disso, é preciso permitir o acesso de mais pessoas, por meio de equipamentos mais baratos e multifuncionais.

ENTREVISTA

“O metaverso é a evolução da internet”

Elton Vargas Pires é head de inteligência da Meta4chain, startup criada no fim de 2021

Elton Vargas Pires – O metaverso nada mais é do que uma realidade alternativa onde você consegue levar o mundo real para dentro da tecnologia e utilizar a tecnologia em favor do mundo real. Não significa que queremos transformar o metaverso no mundo físico, pois teríamos muitos problemas. Ele surge de lógica da descentralização, que vem da criptoeconomia. Quando nasceu, era algo muito voltado para os game. Se ouvia falar de Decentraland, Sandbox, Axie Infinity, entre outras plataformas, que na verdade são plataformas de criptoeconomia, que se utilizam da tecnologia gamer. Existem várias plataformas dentro do metaverso, que nada mais é do que a evolução da internet.

O que é a cabine de metaverso?
Pires – É uma cabine imersiva onde a pessoa tem uma experiência segura e apropriada para o impacto emocional do metaverso. O objetivo principal da Meta4chain é levar o acesso público como um provedor, para que as pessoas acessem o metaverso das suas próprias. Consequentemente, torná-lo relevante para as empresas. Nosso foco é negócio e não game. Hoje já existem empresas que buscam soluções tecnológicas dentro dessa realidade.

Quais são essas soluções?
Pires – Se a pessoa tem uma loja, ela não vai criar um e-commerce no metaverso, porque ele já existe e todo mundo pode fazer. Mas é possível fazer com que uma pessoa experimente a roupa que você está vendendo, tenha acesso a um totem de opções, conheça a história de um perfume, entre outras possibilidades infinitas. É possível fazer qualquer coisa no metaverso e dar a experiência de realidade na interação emocional. Vale lembrar que o maior tomador de decisões do ser humano é a mente humana e o metaverso permite que você tenha acesso a essa tecnologia de impacto emocional.


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