O Vale do Cicloturismo

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

O Vale do Cicloturismo

Por

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A Amturvales finalizou a produção do projeto de cicloturismo para o Vale do Taquari. A proposta contemplada pelo programa Consulta Popular deve receber R$ 942 mil em recursos estaduais para instrumentalizar cinco trajetos de 130 a 160 quilômetros de distância. Todos levam os ciclistas ao Cristo Protetor, em Encantado, e o objetivo é instigar o turista a pernoitar por (ao menos) uma noite na nossa região.

Serão trajetos de dois ou três dias, dependendo das condições físicas e mentais do ciclista. Os roteiros partem de Arvorezinha, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Fazenda Vilanova e Lajeado. A intenção é contemplar todas as microrregiões do Vale do Taquari com cerca de 800 placas de sinalização, além de um painel por município, com o respectivo mapa do trajeto, e QRCode. Na base do Cristo Protetor, um outdoor para check-in final e fotografias.

O projeto foi organizado em conjunto entre Amturvales, Univates, Sebrae, Emater, Uergs e Codevat. Gestores de todos os municípios e ciclistas com experiência nacional e internacional no cicloturismo também foram provocados ao debate. Os trajetos devem fomentar outras áreas da economia. Aluguel de bicicletas e transporte de bagagem são alguns exemplos. Além, claro, de novos investimentos em pousadas, hotéis, restaurantes e afins.

Definitivamente, será um divisor de águas para o turismo regional.


Código de Convivência

O debate sobre as noites e madrugadas de Lajeado é antigo. E dificilmente encontraremos um ponto final para o complexo enredo. De um lado, jovens (e outros nem tão jovens assim) buscam espaços para encontros e desencontros. Do outro lado, moradores de áreas próximas sofrem com os excessos da minoria baderneira. Passam os anos e o problema persiste. É cíclico. É itinerante. Em outros municípios, o poder público busca mitigar os excessos por meio de uma interessante ferramenta: o Código Municipal de Convivência.

Em Porto Alegre, por exemplo, um projeto visa atualizar normais definidas na década de 70. O texto prevê regras mais específicas de coexistência e de respeito entre as pessoas e o Poder Público, sendo que o cumprimento das mesmas não exime as pessoas do cumprimento das demais regras municipais, como o tradicional Código de Posturas, por exemplo, que já atua para combater parte dos ruídos gerados dentro de uma sociedade.

Assim como o projeto da capital gaúcha, uma proposta semelhante é implantada em Pelotas, cidade que também foi assessorada pelo Instituto Cidades Seguras, responsável pelo programa Lajeado Pacto Pela Paz. Resumindo, o Código traz regramentos para diferentes temas públicos, com destaque para direitos humanos, segurança pública, educação para a cidadania, inclusão social, convivência nos espaços públicos, mobilidade urbana, meio ambiente e voluntariado.

É uma proposta que visa mitigar conflitos, mas que também deve gerar novos conflitos. Afinal, a conveniência não deriva do consenso. E por isso, talvez, o tema permaneça “de molho” em Lajeado.


• Alguns leitores estão sentindo falta das manchetes provocadas e instigadas pelo Observatório Social de Lajeado (OSL).
• A relação entre líderes políticos e comunitários da região alta do Vale do Taquari com o prefeito de Arroio do Meio já foi melhor. O ruído, é claro, está relacionado ao futuro da praça de pedágio da ERS-129 e às recentes manifestações de Danilo Bruxel (PP) sobre o tema.
• Em Estrela, alguns contribuintes da cidade questionam o espaço de publicidade concedido à empresa que atua no Porto por meio de um contrato emergencial. Outros contribuintes elogiam a proposta de embelezar os silos.
• Na Comarca de Lajeado, o experiente promotor Sérgio Diefenbach será responsável pela vigia do pleito eleitoral junto ao Ministério Público local.
• Coordenadora da 3ª CRE, Cássia Benini afirma que a proposta de um Colégio Tiradentes em Lajeado está “arquivada”.
• Em Lajeado, os vereadores Sérgio Kniphoff (PT) e Carlos Ranzi (MDB) convocaram o secretário de Planejamento, Giancarlo Bervian (Sem partido). A queixa é: possivel conflito de interesses (público e privado) envolvendo a construção de uma nova galeria de lojas na esquina da Av. Benjamin Constant com a Rua Borges de Medeiros.


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