Para aqueles que me viram crescer

Opinião

Bibiana Faleiro

Bibiana Faleiro

Jornalista

Para aqueles que me viram crescer

Por

Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Venho de uma família de professoras. Minhas avós exerciam a profissão lá pelos anos 70 a 90. Uma na cidade, depois de estudar longe de casa e da família em um internato em São Leopoldo. Outra no interior de Progresso, em uma pequena sala de aula de madeira, com turmas de diferentes níveis misturadas
Minha mãe seguiu o caminho da minha avó (na cidade), cursou o magistério e a faculdade de pedagogia. Aos 20 e poucos anos, já ensinava os pequenos a ler e escrever. Por muitos anos, esteve na sala de aula e, além de mim e dos meus irmãos, era também mãe de mais de 20 crianças que eram cuidadas por ela todos os dias. Não raras vezes, ela inventava uma fantasia ou uma atividade divertida para ensinar.

Minha tia, irmã do meu pai, estudou com a minha mãe na faculdade. Ela seguiu para a pedagogia, e hoje é também professora de crianças especiais. As dificuldades são muitas, mas as histórias que ela conta mostram o amor que ela tem pela profissão.

Uma outra tia é historiadora e foi professora universitária por muitos anos. Um outro grupo de alunos e um ambiente que a fez publicar diversos livros sobre, inclusive, a história de Lajeado. Os alunos se reuniam na casa dela para festas de fim de ano, e ela ajudou a formar muitos profissionais.

Os tempos mudam, as disciplinas são diferentes e os alunos também, mas ser professor (a) nunca caiu em desuso. Afinal, toda criança aprende na escola, e todo adulto continua o aprendizado mais tarde.

Crescer em uma família de professoras me fez ouvir muitas histórias. Eu via elas preocupadas com algum aluno, ou felizes com a conquistas de outros. Contavam momentos engraçados daquela fase inocente da infância, e voltavam pra casa cheia de cartinhas e presentes. Elas me ensinaram que para ter sucesso, é também preciso ter amor.

E, esse amor, faz com que a gente não se esqueça de quem nos ensinou sobre ciências, física ou português. À eles, só nos cabe agradecer.

Ter crescido em uma família de professoras e ter passado por tantos outros ao longo da vida, me traz a certeza de que a melhor recompensa para eles é nos ver felizes.

Boa leitura!