Despedidas e reencontros

opinião

Bibiana Faleiro

Bibiana Faleiro

Jornalista

Despedidas e reencontros

Por

Estado
Tudo na Hora - Lateral vertical - Final vertical

Sentada em um banco da estação de trem lotada, é possível ver turistas apressados para não perder o transporte. Crianças impacientes sentadas nas bagagens também fazem parte do cenário.

Mas o que chama a atenção são os abraços. Eles indicam despedidas e reencontros.

Para um estranho observador, o que resta é imaginar de onde vieram e para onde vão as pessoas.

Por quanto tempo não se viram e não se verão, e toda a conversa que vão ter que colocar em dia.

Essas idas e vindas fazem parte da vida. Às vezes elas demoram a passar, mas se complementam. O sabor de um reencontro só é possível com a dor de uma despedida e essa dor fica mais doce quando sabemos que mais adiante existe um abraço cheio de saudade nos esperando. Ou mesmo quando dão espaço para novas experiências que estão por vir.

Essa certeza também se chama liberdade para aqueles mais apegados. Não é um adeus, mas um até logo transformado em possibilidades de conhecer novos lugares, de trabalhar em outra cidade ou estudar em uma universidade longe de casa.

E mesmo nos casos em que as despedidas parecem ser eternas, elas também podem surpreender. Elas acontecem todos os dias. Mas os reencontros também.

É mais ou menos com esse sentimento que me apresento mais uma vez por aqui. Talvez você já tenha me lido antes e me conheça. Mas para quem chega agora, posso dizer que esse é um desses reencontros, já que me despedi do caderno há um ano e meio.

Hoje volto diferente, como é de se imaginar. Mas espero continuar te tendo como leitor nessas páginas que se preocupam em levar relevância, cultura e boas histórias para dentro da sua casa. Para esse reencontro, é o meu abraço que espera vocês. Temos muito o que conversar.

Boa leitura!