Ibama x Vale do Taquari

opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Ibama x Vale do Taquari

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Vale do Taquari
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“Ministro Salles garante autorização para obra”. A manchete do dia 5 de maio ecoou no Vale do Taquari. A afirmação veio da comitiva de autoridades de Lajeado, após uma reunião com o próprio Ministro do Meio Ambiente e o Presidente do Ibama, Eduardo Bim. O encontro foi em Brasília. Quatro semanas se passaram e, de acordo com a CCR Viasul, a licença ambiental do Ibama (que autoriza a supressão de vegetação no trecho entre Marques de Souza e Lajeado) ainda não chegou.

E eu pergunto: será que o tom de imposição atribuído ao ministro soou bem nos bastidores do Ibama? Ou será que a suposta imposição de Salles atrapalhou ainda mais o processo? Com relação ao início das obras, já são mais de três meses de atraso. E o prazo para conclusão destes 22 quilômetros é de dois anos. Fato é: a relação entre o Vale do Taquari e o Ibama foi conturbada nas obras de duplicação entre Estrela e Tabaí. Logo, é preciso manter o alerta sempre ligado!

CPI da Pandemia

A CPI da Covid vai investigar nove governadores. E avalia interrogar prefeitos. Desta forma, o que parecia ser apenas um esquema para sangrar o atual governo federal começa a ficar mais instigante para quem se preocupa com todos os fatos, e não com as narrativas. Até lá, porém, o circo persiste. Na semana passada, por exemplo, o presidente da CPI, Senador Omar Aziz (PSD), xingou a mãe do Senador Marcos Rogério (DEM). Tudo começou quando o representante do Democratas disse ao presidente para “conter sua ‘sanha’ contra o governo federal”. Aziz pediu respeito, afastou o microfone da boca e tascou: “Sanha é sua mãe”. E o contribuinte pagando caro por isso.

CPI da Pandemia II

Sobre os governadores, aliás, uma carta chamou a atenção do país. Assinada por 18 governadores (entre eles o chefe do executivo gaúcho, Eduardo Leite, que ainda não foi convocado à CPI), o documento é endereçado ao presidente da comissão parlamentar, e faz referência à convocação citada no tópico anterior. Em suma, os agentes estaduais reforçam que as competências das CPIs “devem observar as regras de competências dos parlamentos dos respectivos Entes Federativos, de modo que as atribuições de uma CPI instalada no Congresso Nacional são adstritas à fiscalização de temas de competência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal”. Faz sentido.

CPI da Pandemia III

A carta assinada pelos 18 governadores está embasada na lei. “Valores precisam ser conciliados, preservando-se princípios caros à República Federativa do Brasil. Em um primeiro exame, a interpretação sistemática do Texto Maior conduz a afastar-se a possibilidade de comissão parlamentar de inquérito, atuando com os poderes inerentes aos órgãos do Judiciário, vir a convocar, quer como testemunha, quer como investigado, Governador”. Foi essa a decisão do STF, em 2012, ao analisar Mandado de Segurança impetrado pelo então Governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, que havia sido convocado na CPI do Cachoeira. Mas lá se vão nove anos…

CPI da Pandemia IV

Em suma, os governadores sustentam que só podem ser investigados pelo legislativo estadual e não podem ser chamados a prestar depoimento na CPI do Senado. O mesmo deve servir aos prefeitos, imagino, que prestam contas aos vereadores. Ainda na carta, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal afirmam que “estão à disposição da Comissão para prestar todas as informações solicitadas, como aliás já estão fazendo a partir de informações requeridas com o devido amparo legal”. Enfim, há um grande circo montado a pouco mais de um ano e meio das eleições. E é difícil identificar quem está no controle. Por ora, parece uma charrete sem condutor.

E o Lula?

As manifestações e protestos registrados no sábado comprovam: a Esquerda nacional acordou. Militantes e eleitores contrários ao governo de Jair Bolsonaro saíram das redes sociais e foram às ruas. O público foi maior em São Paulo e Porto Alegre, principalmente. E seria ainda mais significativo sem as restrições impostas pela pandemia. É um prenúncio de que a eventual reeleição do atual chefe do executivo federal está longe de ser uma certeza absoluta. Muito pelo contrário. O jogo político está em aberto. Por outro lado, o movimento político da Esquerda deixou um certo vazio. Do lado direito, Bolsonaro está nas ruas. Às pampas. E bem à vontade. E o Lula?

Muitos podem afirmar que Lula não é a personificação da esquerda nacional. E eu sei disso. E concordo plenamente. Outros vão relembrar que o ex-presidente não foi “absolvido” dos crimes imputados a ele na Operação Lava-Jato. Eu sei disso, também. E acho isso muito relevante para a escolha do voto. Mas eu quero opinar em cima dos fatos mais concretos. E os fatos são esses: Lula está elegível e é o principal nome da esquerda nacional para derrotar o atual presidente ou mesmo uma nova ala da direita social-democrata. E onde está Lula? Por ora, Bolsonaro está à frente na corrida eleitoral. E usando uma das principais armas do ícone petista: o populismo.

Mobilidade sustentável

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