A solução está na prevenção!

opinião

Hugo Schünemann

Hugo Schünemann

Médico oncologista e diretor técnico do Centro Regional de Oncologia (Cron)

A solução está na prevenção!

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A pandemia que hora nos assola traz várias questões que, após sua solução – e eu estou apostando que vai passar –, deverão ser consideradas.
Questões de higiene, pertinentes ao caso, ambientes mal arejados, tamanho de estrutura hospitalar e numero de leitos de UTI que precisamos, deverão ser discutidos. O fluxo de pessoas circulando, cuidados com estrangeiros ou com pessoas que viajam para zonas “quentes’’ do ponto de vista epidemiológico.

Está claro, pelo menos para mim, que prevenir é mais simples, barato e lógico do que remediar. Então podemos ter um grande aprendizado da pandemia, para evitar problemas semelhantes no futuro.

O CRON tem pensado muito nisso, e em avaliações de dados disponíveis, enveredou pela estrada da prevenção. Sabemos que há um mundo excitante pela frente, causado pelo avanço da ciência, mas que anda assim, não dispensa medidas preventivas já bem estabelecidas. Se por um lado o mapeamento do genoma (código genético) nos abriu um numero gigantesco de possibilidades para compreender os mecanismos de muitas doenças, os testes genéticos permitem-nos o diagnóstico precoce destas condições. Os testes são cada vez mais comuns e acessíveis, fazendo delas ferramentas imprescindíveis para o futuro.

Em breve, teremos a capacidade de mapear as pessoas e, com isso, selecionar quem precisa ser acompanhado com exames específicos para evitar evolução de determinada doença. Imagino que em breve teremos alguma ferramenta que permitirá a alteração dos genes que possam trazer risco de doença, afastando este risco de vez.

Temos o conceito de biópsia líquida, um conceito novo, menos invasivo, que dispensa cores e cirurgias, no qual um pouco de sangue pode definir a natureza de uma doença maligna. Há, claro, as vacinas tão discutidas na Covid-19 e que nos protegem de um número cada vez maior de doenças. Mas, algo mais simples, menos tecnológico e muito mais barato, está disponível a todos nós.

Estou falando de bons hábitos, como uma higiene adequada das mãos, dieta variada, balanceada com poucos ou nenhum alimento processado, muita fruta e salada. Dito isso, parece complicado. Mas me lembro sempre do médico da família que nos visitava em minha infância: “Saúde se compra na quitanda, não na farmácia”. Atividade física, caminhada ou corrida, ou quem sabe algum esporte, mas regularmente. Hábitos deletérios como fumo e consumo de bebida alcoólica de forma exagerada têm que ser revistos.
Enfim, para mudar o nosso perfil futuro de saúde, precisamos de novos hábitos.

A prevenção é a solução.