opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Câmara de Lajeado

Por

Vale do Taquari

A Câmara de Lajeado tem nove personagens novos entre os 15 vereadores que formarão o plenário em 2021. Mas é possível que nem todos os novos parlamentares assumam, de fato, as cadeiras conquistadas por meio de centenas e até milhares de votos. Isidoro Fornari (PP), por exemplo, sempre é cotado para assu­mir um cargo de chefia no Executivo. Não será diferente agora. Aliás, o nome do engenheiro já é citado por alguns, inclusive, como o próximo candidato a prefeito do PP.

Câmara de Lajeado II

Outro que pode deixar o plenário da Câmara é o vereador reeleito Lorival Silveira (PP). Ele é cotado para reassumir a Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social, a Sthas. Ele atuou como secre­tário da pasta durante a primeira gestão de Marcelo Caumo (PP). Neste pleito, o atual presidente do Le­gislativo conquistou mais votos em relação ao pleito anterior. Ou seja, a estratégia dos progressistas deu certo. Logo, as chances de repeti-la são altas.

Câmara de Lajeado III

O mesmo pode ocorrer com o segundo vereador mais votado, Fabiano Bergmann (PP), o “Medonho”. Em 2017 ele assumiu a Secretaria de Obras e garantiu acesso ao suplente Mozart Lopes (PP). Tal como Lori­val Silveira, Medonho ampliou sua votação em relação ao pleito de 2016. E durante os quatro anos, Lopes foi um insistente líder de governo. Além de Lopes, outros suplentes, como Waldir Gisch e Mara Goergen, tam­bém aguardam movimentos por parte do PP .

Câmara de Lajeado IV

Alex Schmitt, antes ligado ao Partido Novo e agora filiado ao Partido Progressista, já atuou como Procu­rador do Município durante a gestão atual de Marcelo Caumo (PP). Nada indica que ele voltará para o cargo. Em princípio, ele não abre mão do importante espaço conquistado no plenário lajeadense. Aliás, Schmitt e Heitor Hoppe (PP) já anunciaram que pretendem con­tratar apenas um assessor parlamentar (cada vereador tem direito a dois). E os demais parlamentares?

Câmara em Lajeado V

A situação delicada do PSB também pode alterar o quadro do legislativo. Waldir Blau (MDB) já reivindi­cou a vaga que poderá ser aberta diante de uma even­tual punição ao PSB, que é investigado por suposto uso de uma candidata laranja. Caso comprovado o delito por parte da legenda, o vereador eleito, Adriano Rosa (PSB), deve perder a cadeira conquistada com 516 votos. Ou seja, a câmara escolhida pelo eleitor po­derá sofrer alterações até o dia 1º de janeiro de 2021.


Secretarias e tucanos

Em Lajeado, o PSDB já contou com três secretarias: Meio Ambiente (Sema), Cultura, Esporte e Lazer (Secel), e Planeja­mento e Urbanismo (Seplan). A última está hoje sob a coor­denação de um agente público “neutro”, digamos assim, sem ligação partidária. Com o forte apoio tucano na campanha ven­cedora de Marcelo Caumo (PP), e com duas cadeiras conquista­das no plenário, resta saber quantas secretarias serão disponibi­lizadas ao partido, e quem serão os futuros secretários. Aliás, há projeções de trocas em outras pastas e setores, também.


Cota de gênero

A promotora de justiça Ana Emí­lia Vilanova foi taxativa durante o debate realizado pelo Grupo A Hora, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral. O Ministé­rio Público não vai tolerar as cha­madas “candidaturas laranjas” de mulheres, utilizadas para compor a cota de gênero de 30%. E mais. As regras mudaram e são mais se­veras. Dessa vez, pode sobrar para toda a legenda. Ou seja, outros candidatos, eleitos ou não, sofrerão com a perda dos votos válidos.

Em Lajeado a suspeita é sobre uma candidata do PSB, que chegou a afirmar à reportagem do Grupo A Hora, na segunda-feira, que teria sido vítima de um “golpe” do partido, já que não teria, segun­do ela, aceitado convite para con­correr pela sigla. A presidência do partido tem outra versão, e garante que a postulante estava ciente e que houve, inclusive, retirada de material para campanha. Mas o fato dela não conquistar um só voto e não divulgar qualquer gasto de campanha são agravantes.

Em Taquari, outro caso curioso. Uma candidata do Cidadania tam­bém finalizou o pleito sem votos. Há outros casos pitorescos. Ainda em Lajeado, uma outra candidata do PSB conquistou apenas um voto. Em Estrela, uma candidata do Podemos só conquistou dois votos, e outras duas mulheres (do Podemos e do PDT) garantiram apenas três votos com pelo menos 45 dias de campanha – o mesmo ocorre com candidata do Repu­blicanos em Cruzeiro do Sul. Em suma, algo deu errado neste pleito.


Transição em Estrela

Ontem, o prefeito eleito de Estrela, Elmar Schneider (PTB), realizou uma visita ao gabinete do atual chefe do Executivo estrelense, Carlos Rafael Mallmann (MDB). Na pauta do encontro, a transição entre os governos, processo que deve ser finalizado em pouco menos de 45 dias. E o petebista já divulgou sua equipe de trabalho para tal: o vice-prefeito eleito, João Schäffer; a advogada, Josi Kafer Sulzbach; e o contador, Rodrigo Kich.


Transição em Teutônia

O governo de Teutônia anuncia para amanhã a pri­meira reunião com a equipe de transição do prefeito eleito, o Professor Celso Forneck (PDT). O novo gestor será recebido pelo atual prefeito, Jonatan Brönstrup (PSDB).


Troca-troca?

A vereadora mais votada de Encantado pode trocar de parti­do. Andressa de Souza, a “Yê”, fez 1.055 votos. Mas está insatisfeita com o seu partido, o MDB. Em entrevista para uma rádio local, agradeceu ao carinho do PP du­rante a campanha e reforçou que espera mais apoio por parte da atual sigla. Vamos aguardar!