Falta de vagas estimula construções

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Falta de vagas estimula construções

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A frota atual do município é de 47 mil veículos, mas deve chegara 50 mil até o fim do ano. De acordo com o diretor do departamento de trânsito, Luis Felipe Finkler, a infraestrutura da cidade não suporta o crescimento automotivo de 5% todos os anos.

“É um caos”, define.

Enquanto a administração estuda o que deve ser feito para que o trânsito flua sem maiores problemas, empresários lajeadenses investem em estacionamentos. O dono de uma imobiliária, Marcelo Munhoz, pretende construir um prédio com vagas para veículos.

estacionamentoO empreendimento é mantido em sigilo por Munhoz, que se reuniu, ontem, com possíveis investidores em Porto Alegre. “Na segunda-feira devo ter mais detalhes”, informa.

Segundo ele, o município não tem estrutura para atender a demanda. O casal Neiva e Vaner Hofstetter confirma. Há quatro anos eles possuem um estacionamento no centro da cidade e estão com todas as 40 vagas preenchidas, restando apenas espaço para o rotativo.

“As pessoas reclamam que não tem onde estacionar”, salienta Neiva. Ela diz que os motoristas buscam as garagens particulares por medo de que seus veículos sejam furtados.

Para atender a demanda, o Proprietário de um posto de gasolina na Rua Bento Gonçalves, Carlos Altmayer, investiu na construção de um estacionamento. Ele diz que o projeto, elaborado há dez anos, previa o aumento da frota do município.

Devem ser construídos sete pavimentos, sendo que o segundo e o terceiro serão concluídos em março. Cada andar tem capacidade para 50 vagas.

A procura também faz aumentar os preços. Os valores para garantir um espaço nos estacionamentos variam de R$ 70 a R$ 130.

Famílias querem mais vagas em condomínios

ara evitar que os carros fiquem nas ruas, ou tenham de alugar boxes em estacionamentos privados, as

famílias buscam condomínios que ofereçam duas vagas para veículos. “Tem bastante procura e, em alguns casos, eles procuram até com três boxes”, diz Alex Schmitt, sócio-diretor de uma imobiliária de Lajeado.

De acordo com ele, alguns casais perguntam se é possível adquirir um imóvel com mais vagas, para que os filhos possam estacioná-los em lugares seguros. “Mas esse é o perfil de famílias da classe alta”, ressalta.

Schmitt afirma que a maioria dos que buscam mais espaços para carros costumam se associar com outros interessados e construir um condomínio de acordo com suas necessidades.

Prefeitura estuda tomar medidas radicais

O aumento anual de três mil carros registrados no município faz a administração pensar em como diminuir esse crescimento. Finkler não detalha os planos, mas diz que o devem ser tomadas medidas radicais se o ritmo se mantiver.

Ele prefere manter o silêncio neste momento. “É bom não criarmos polêmica”, finaliza.