“Não existe coisa melhor do que acordar com vontade de vir trabalhar”

ABRE ASPAS

“Não existe coisa melhor do que acordar com vontade de vir trabalhar”

Há décadas na Cooperativa Certel, Wilfrid Dannebrock acompanhou a transformação da cooperativa, desde a emissão de contas de energia em máquinas de datilografia à rotina marcada por celulares, internet e novas ferramentas. Para ele, a permanência na empresa é resultado de identificação com o trabalho e das relações construídas

“Não existe coisa melhor do que acordar com vontade de vir trabalhar”
Foto: Lautenir Junior
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Como começou sua trajetória na Certel?

Entrei na Certel em dezembro de 1986, no setor de faturamento de energia. Naquela época, para trabalhar no setor era necessário ter curso de datilografia, porque as contas de luz eram emitidas em máquinas de escrever. Foi meu primeiro contato com a cooperativa e, a partir dali, fui construindo minha trajetória profissional.

O que mais mudou nesses anos?

Sem dúvida, a tecnologia. Quando comecei, tínhamos aqueles computadores grandes e muitos processos eram feitos manualmente. Depois vieram os computadores mais modernos, os celulares e a internet. Isso mudou completamente a forma de trabalhar. Hoje temos praticamente tudo na palma da mão. Muitas coisas que antes exigiam tempo e diferentes formas de comunicação passaram a ser resolvidas de maneira muito mais rápida.

Depois de tantos anos, o que faz você continuar gostando do trabalho?

Eu gosto muito do que faço e me identifico com a empresa. Para mim, não existe coisa melhor do que acordar com vontade de vir trabalhar. Sempre tive essa satisfação. Acredito que isso também tem relação com a possibilidade de crescer profissionalmente, aprender e alcançar os objetivos sem precisar atropelar ninguém.

Como é trabalhar com pessoas de diferentes gerações?

Para mim, é uma convivência tranquila. Acho que isso também depende muito da maneira como cada um encara as relações. Procuro dar autonomia para as novas gerações, porque elas têm muito a contribuir. Eu posso passar um pouco da experiência que adquiri ao longo dos anos, mas também aprendo muito com os mais jovens, principalmente quando falamos de tecnologia e das novas formas de trabalhar.

A idade pode ser uma barreira dentro da empresa?

Não deveria. Quando existe respeito, a idade deixa de ser uma barreira. Cada geração tem características e conhecimentos diferentes. O importante é entender que existe um objetivo comum. Todos acordamos e viemos trabalhar para fazer o nosso melhor e contribuir com a empresa. Se houver respeito, essa diferença de idade passa a ser uma oportunidade de aprendizado, não um problema.

Olhando para trás, como avalia sua trajetória?

Foi uma evolução gradual e tranquila. Fui alcançando meus objetivos ao longo do tempo, sempre procurando fazer meu trabalho da melhor maneira possível. Tive oportunidades, aprendi com as pessoas e também acompanhei muitas mudanças. O mais importante é olhar para trás e perceber que construí uma história da qual tenho orgulho.

O que representa a Certel depois de tantos anos?

É uma empresa com a qual tenho identificação. Passei por diferentes momentos, acompanhei mudanças importantes e convivi com muitas pessoas. A tecnologia transformou o trabalho, mas algumas coisas continuam fundamentais: gostar do que se faz, respeitar as pessoas e ter disposição para aprender todos os dias.

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