Após três anos da cheia, Vale ainda recupera acessos

SETEMBRO DE 2023

Após três anos da cheia, Vale ainda recupera acessos

Travessia entre Santa Tereza e São Valentim do Sul teve prazo de conclusão adiado para o começo de 2027. Mesma projeção para a ponte urbana em Roca Sales

Após três anos da cheia, Vale ainda recupera acessos
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Após três anos da enchente de setembro de 2023 e um ano depois da conclusão da reconstrução da Ponte Rodoferroviária Brochado da Rocha, em Muçum, a recuperação das estruturas atingidas pelas enchentes ainda está longe de terminar.

Destruída pela cheia histórica no dia 4 de setembro, a ponte de 289 metros foi reconstruída ao longo de 2024 e voltou a receber tráfego de veículos em 5 de março de 2025. A inauguração oficial ocorreu três dias depois. A obra recebeu R$ 9,6 milhões do Governo Federal e cerca de R$ 640 mil de contrapartida do Estado.

Conhecida como um dos símbolos de Muçum, a estrutura construída originalmente em 1963 voltou a cumprir um papel estratégico ao restabelecer a ligação do município com Roca Sales e a Serra Gaúcha.

Ponte de Santa Tereza

A antiga Ponte de Santa Bárbara, localizada na ERS-431, entre os municípios de Santa Tereza e São Valentim do Sul, sobre o Rio Taquari, está em andamento com investimento de R$ 31,3 milhões do governo federal. Ela foi destruída pela enchente de setembro de 2023, deixando a comunidade local com a balsa como única alternativa para a travessia de pessoas e veículos entre as duas margens do Rio Taquari.

A nova estrutura será mais alta, larga e resistente que a anterior, com aproximadamente 320 metros de comprimento. A obra é considerada estratégica para a mobilidade regional, já que a queda da antiga ponte afetou significativamente o deslocamento de moradores e o escoamento da produção entre o Vale do Taquari e a Serra Gaúcha. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos no início de 2027, dependendo das condições climáticas.

Atualmente, as fundações, as estacas e os blocos de fundação estão integralmente executados. A construção dos pilares de sustentação também avança no leito do rio, etapa fundamental para a implantação da nova estrutura.

Entre os principais desafios enfrentados pela obra estão as condições do Rio Taquari. Elevações repentinas do nível da água e fortes correntezas já provocaram variações no cronograma e paralisações temporárias dos trabalhos, além de afetarem as condições de operação no canteiro de obras.

A nova Ponte de Santa Bárbara deverá restabelecer uma ligação fundamental entre as regiões, oferecendo maior segurança e melhores condições para o trânsito de veículos, o transporte de cargas e o deslocamento da população.

Roca Sales ainda espera nova ponte

Em Roca Sales, os efeitos da enchente de 2023 ainda estão presentes na Avenida General Daltro Filho. No local, a força das águas abriu uma grande cratera sobre o Arroio Sete de Setembro e deixou a antiga passagem comprometida.

Uma nova ponte está sendo construída com investimento de aproximadamente R$ 14,1 milhões do Governo Federal. O projeto prevê uma estrutura de 190 metros de comprimento e 11 metros de largura, além da elevação da pista e de uma nova galeria pluvial para reduzir os riscos em futuras cheias.

A estrutura principal já foi concluída, e os trabalhos estão concentrados nas cabeceiras. Mais de 50% da obra está finalizada, conforme a prefeitura. A previsão mais recente é de que a nova ponte seja entregue em janeiro de 2027. Durante a execução, o trânsito permanece alterado e depende de desvios na região do bairro 21 de Abril.

Liberação parcial

Na ERS-129, entre Muçum e Encantado, outra travessia permanece como ponto de atenção. A ponte sobre o Rio Guaporé ficou totalmente interditada por 40 dias, após o surgimento de trincas e fissuras em um dos pilares de sustentação. Elas surgiram após enchentes dos últimos anos.

O bloqueio total foi iniciado quase que imediatamente após a confirmação feita pela equipe de engenharia da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). A liberação para veículos leves e pedestres ocorreu na noite dessa quinta-feira, 3, no sistema pare e siga, após escoramento do pilar danificado e transferência da carga para os apoios metálicos.

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