Inteligência Artificial deve ficar mais cara e restrita, alerta especialista

ENTRE ASPAS | Armando Tafarel Neto

Inteligência Artificial deve ficar mais cara e restrita, alerta especialista

Em comentário na Rádio A Hora, analisa as mudanças no mercado, o avanço da cobrança por uso e o impacto da tecnologia para empresas e profissionais

Inteligência Artificial deve ficar mais cara e restrita, alerta especialista
Especialista em processos e inteligência artificial da Wallerius Seguros, Armando Tafarel Neto (Foto: Rodrigo Gallas)

A Inteligência Artificial (IA) vive um momento de rápida transformação e deve passar por mudanças significativas nos próximos meses. A avaliação é do especialista em IA Armando Taffarel Neto, que participou do quadro Entre Aspas, no programa Frente e Verso, e analisou temas como o aumento dos custos, as restrições de acesso aos modelos mais avançados e os impactos para empresas e usuários.

Segundo Taffarel, o desenvolvimento da Inteligência Artificial ocorre em ritmo acelerado, com novidades praticamente semanais. Para ele, a tendência é que os modelos mais sofisticados se tornem cada vez mais restritos e tenham custos mais elevados.

Modelos de IA passam por maior controle

Durante a entrevista, o especialista citou recentes movimentos do governo dos Estados Unidos envolvendo empresas desenvolvedoras de IA. Conforme explicou, alguns modelos passaram a ser avaliados por autoridades antes da liberação ao público.

Um dos exemplos mencionados foi o da Anthropic, desenvolvedora do Claude, que restringiu inicialmente o acesso ao seu novo modelo para usuários norte-americanos. A OpenAI também tem submetido novos modelos à análise do governo antes do lançamento.

“Fica a dúvida: será que realmente estamos utilizando os modelos mais avançados ou eles já estão restritos a um grupo muito pequeno?”, questionou.

Cobrança por uso deve substituir mensalidades

Outro ponto destacado por Taffarel é a mudança no modelo de negócios da Inteligência Artificial. Na avaliação dele, as atuais assinaturas mensais não refletem o custo real da tecnologia, que hoje é fortemente subsidiada por grandes investimentos.

A expectativa é de que as plataformas passem a adotar um sistema semelhante ao consumo de energia elétrica, em que o usuário paga pelo volume de utilização. Como exemplo, ele citou mudanças anunciadas pela Anthropic, que passará a oferecer determinados serviços com cobrança baseada no consumo.

IA deixa de ser assistente e passa a executar tarefas

Além das mudanças no custo, o especialista destaca que a Inteligência Artificial está evoluindo rapidamente em capacidade operacional.

Segundo ele, ferramentas como o ChatGPT caminham para um modelo em que deixam de apenas responder perguntas e passam a executar tarefas de forma autônoma, funcionando como um “estagiário digital”. Entre as atividades possíveis estão pesquisas prolongadas, monitoramento de editais, comparação de preços e organização de informações sem necessidade de intervenção constante do usuário.

Data centers no espaço e novos desafios

Taffarel também comentou que o crescimento da demanda por processamento de IA já leva empresas a estudar alternativas para reduzir custos com energia e refrigeração dos servidores, incluindo projetos de data centers no espaço.

Para o especialista, o momento ainda é favorável para que empresas e profissionais experimentem as ferramentas e desenvolvam competências em Inteligência Artificial antes que os custos aumentem.

“Estamos em uma fase de experimentação. No futuro, as empresas terão de calcular quando vale mais a pena utilizar Inteligência Artificial e quando será mais eficiente manter determinadas atividades sob responsabilidade de pessoas”, concluiu.

O comentário completo de Armando Taffarel Neto está disponível nas plataformas do Grupo A Hora, no quadro Entre Aspas, do programa Frente e Verso.

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