Uma conversa com dois fundadores do Sicredi

Opinião

Diogo Fedrizzi

Diogo Fedrizzi

Uma conversa com dois fundadores do Sicredi

Todo dia 2 de julho nos oportuniza recordar histórias que marcaram o nascimento do Sicredi Região dos Vales. E esse momento ganha mais valor ao reencontrar aqueles que estiveram na reunião decisiva e assinaram a ata de fundação.

Admir Lorenzon e Arquilino Pederiva acompanharam as comemorações dos 44 anos da cooperativa. Encontrei os dois na agência do centro de Encantado. Eles foram convidados a celebrar o aniversário e a prestigiar o lançamento da milionária promoção dos 45 anos.

Você ainda lembra aquele 2 de julho de 1982?, perguntei a Pederiva.

“Lembro muito bem. Nós sentados nas cadeirinhas de madeira. Jamais imaginava naquele momento que, 44 anos depois, estaríamos na posição que estamos”.

E qual o sentimento? Até porque vocês assumiram riscos pessoais?

“Passa um filme na cabeça. Ainda hoje comento: se fosse avaliar tudo que você tem para começar uma cooperativa, você faria isso hoje? Pegar tudo que você tem e assinar um papel. Se não der certo, você perde tudo. Você faria isso? Nós fizemos. Jogamos tudo e, graças a Deus, deu certo. O Sicredi é uma extensão da nossa casa”, acrescentou Pederiva.

Teve medo, Admir?

“A gente não deve ter muito medo. A gente deve ter respeito, pisar firme para seguir em frente e não te puxar para trás”.

O que mais te marca nessa trajetória?

“Um dos valores que eu guardo e digo sempre são as pessoas. O pessoal que trabalha aqui, os associados, os diretores. As pessoas são um dos valores mais fortes que o Sicredi tem”.

Você não se esquece da história do cheque?

“Não tem como. A gente ouvia lá no começo, quando apareceu o primeiro talão de cheque, um cara olhou assim e disse: ‘O que esses caras aí querem com esse papelzinho verde?’. Esses ouvidos ouviram isso. Mexe bastante. Mas agora é incrível como cresceu. Mais de 90 mil associados”.

Ótima e inspiradora conversa!

Dália + 100 também no suíno e no frango

Novas edições do evento Dália + 100 estão nos planos da cooperativa de Encantado. Depois de explorar temas que impactam o futuro do leite, em programação que movimentou cerca de 500 pessoas ontem, 8, no Auditório Sicredi, a ideia é estender o debate para os setores do suíno e do frango.

A confirmação partiu do presidente executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas (foto), durante manifestação na abertura.

De volta à Galícia em 2027

Uma comitiva liderada pela Dália Alimentos retornará à Galícia, na Espanha, em 2027. A exemplo do que fez em 2006 e 2010, a missão busca referências galegas na produção de leite.

O robô que faz a ordenha das vacas, já conhecido em nossas propriedades, é um dos exemplos de inovação inspirados nas viagens anteriores.

Passaia também quer Brasília

Depois do professor Francis Bampi (PDT), Encantado tem mais um pré-candidato a deputado federal. O vereador Daniel Passaia (União Brasil), campeão de votos nas eleições municipais, aproveitou o espaço de comunicação de bancadas, na sessão do legislativo de segunda-feira, 6, para anunciar a decisão.

E foi além. Já antecipou algumas pautas que pretende levar a Brasília em 2027. Entre elas, a permissão para uma única reeleição ao Congresso e às Assembleias, o voto distrital, a destinação de 100% das emendas impositivas para o Vale do Taquari nos dois primeiros anos de mandato, além de manter 70% da arrecadação dos impostos nos municípios e apenas 10% na capital federal.

Eu pergunto:

  • Que tal Encantado ter dois pré-candidatos a deputado federal? Chance de sucesso nas urnas?
  • Daniel Passaia, vereador do União Brasil, e Francis Bampi, ex-vereador pelo União e agora filiado ao PDT, são os nomes.

BASTIDORES

  • “Saímos mais esperançosos”. A frase é do presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), Alvaro Giacobbo (MDB), após conversa com o secretário estadual de Turismo, Raphael Ayub, ontem, 8, em Porto Alegre, sobre a Rota do Pão e Vinho.  Giacobbo confirmou em entrevista ao Conexão Regional da Rádio A Hora que nova agenda está marcada para a semana que vem, no Piratini, com o vice-governador Gabriel Souza (MDB). Além dos recursos do Funrigs, há expectativa por investimentos da própria pasta do turismo. A prioridade é viabilizar os R$ 32 milhões para pavimentar os 13 quilômetros entre Muçum e Roca Sales.
  • A mobilização da Amat na Secretaria Estadual da Saúde mostra que a pauta do financiamento hospitalar segue entre as maiores urgências da região. Em reunião ontem, 8, os prefeitos reforçaram que o pedido de recomposição do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) para Encantado vai além de números: representa a busca por recursos compatíveis com a demanda enfrentada pelo Hospital Beneficente Santa Terezinha (HBST). A maior preocupação está na manutenção da UTI.
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