A Defesa Civil de Lajeado detalhou o novo formato para executar os resgates e direcionar a comunidade da parte central do município. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (15) e reuniu moradores das proximidades do Rio Taquari.
O plano de contingência foi concebido em parceria com a equipe do projeto Gestão de Riscos, da Univates, e a apresentação teve o apoio do Ministério Público estadual (MPRS) e do Instituto BRF. Com isso, se consolida a organização do Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) do Centro.
A principal premissa das ações é antecipar os cenários de aumento no nível do rio. Com a melhoria na precisão dos dados fornecidos pelos centros de monitoramento, se torna possível iniciar os atendimentos de retirada dos moradores três dias antes da chegada da água.
A partir de agora serão quatro os pontos de extração, onde são direcionados os atendimentos nas residências às margens do Taquari. A proposta é tornar o processo mais dinâmico, dentro da ideia de antecipar as ocorrências.
O coordenador da Defesa Civil de Lajeado, Marcelo Maya, explica que após as cheias de 2023 e 2024 se criou uma necessidade de melhorias no planejamento do órgão. Em um outro momento, os moradores participam de forma ativa da preparação ao plano.
“Viemos apresentar o plano para os moradores entenderem nossa operação e se integrarem a esse planejamento, para chegar no ponto de lá na frente fazermos um treinamento sobre essas ações”, pontua.
Para Gustavo Possamai, coordenador do projeto da universidade, a troca com os moradores se torna fundamental nesta etapa. “Precisamos do feedback da comunidade para revisar o plano e saber o que está ou não funcionando, para aprimorar.”
