A ciência por trás do choro

ENTRE ASPAS | DANIELLE HARTH

A ciência por trás do choro

Lágrimas emocionais não têm apenas a função de umedecer os olhos. Diferentemente das lágrimas basais, responsáveis pela lubrificação da superfície ocular, elas apresentam uma composição bioquímica distinta, com maior concentração de proteínas e de substâncias associadas à resposta ao estresse. Essa diferença explica, inclusive, sua maior viscosidade e reforça que o choro é uma resposta fisiológica complexa, e não apenas uma manifestação de tristeza. Do ponto de vista neurobiológico, chorar integra os mecanismos de regulação emocional do organismo. Ao expressar sofrimento, frustração ou raiva, o indivíduo ativa uma resposta que contribui para o processamento das emoções e reduz a sobrecarga psíquica

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