Há exatos quatro anos, em 1º de julho de 2022, estreei nesta página do Jornal A Hora a Coluna Memórias. Tinha 19 anos e muita vontade de aprender. O primeiro tópico que escrevi trazia a final da Copa do Mundo de 2002 (em que o Brasil venceu a Alemanha no Japão) e os desdobramentos da assistência médica da recém criada Altomed (atual Unimed). Foram quase mil colunas escritas durante esses quatro anos. Incontáveis assuntos e personalidades.
Aprendi muito nesse período. Conheci e descobri tanto sobre nossa história. Foi um privilégio me dedicar a relembrar o passado e, mais do que isso, constatar, de fato, como ele ainda influencia o nosso presente. Não acredito que nenhum estudo poderia ter me ensinado tanto sobre nossos modos de existir historicamente no Vale do Taquari quanto ler as produções jornalísticas de cada época.
Ao longo das pesquisas da Coluna, retomei fatos, conheci rostos e histórias que só permanecem vivas a partir dos registros, e isso foi muito especial. Além do Grupo A Hora, que me permitiu a oportunidade de descobrir isso tudo, agradeço a vocês, leitores, que sempre deram sentido a esta página, a estas memórias.
Minha trajetória dentro do jornalismo chega a um ponto de pausa e sigo agora na área da Psicologia, onde faço meus estudos desde 2024. No meu lugar, entra a colega Luciane Ferreira, que, com toda a certeza, continuará com o significativo trabalho de preservar e relembrar nossa história. Obrigada a todos. Até mais.
Há 20 anos
Morria o prefeito de Marques de Souza

O prefeito de Marques de Souza, Deonilo Bazzo, morria aos 45 anos. Ele lutava contra um câncer há dois anos e, desde abril de 2006, já era substituído no Executivo Municipal pelo vice-prefeito Dorival Künzel. Bazzo foi eleito em 2004 pela primeira vez e descobriu a doença alguns dias depois do lançamento de sua candidatura ao pleito municipal daquele ano. O prefeito deixava a esposa e dois filhos. Natural de Pouso Novo, Bazzo, na época, era dono do Atacado 111, localizado às margens da BR-386.

Há 50 anos
Costumes esquecidos da Oase de Lajeado
Cinquenta anos atrás, o Jornal O Informativo trazia uma coluna de Waldemar Schlabitz, que relatava os antigos costumes da Ordem Auxiliadora de Senhoras (Oase) de Lajeado. Antes da Segunda Guerra Mundial, as mulheres da Oase ensaiavam teatros e danças folclóricas para apresentar no aniversário de fundação do grupo, no dia 5 de maio.
Pela manhã, era celebrado um culto na Igreja de Cristo e, à noite, eram feitas as apresentações. A foto em destaque mostra as jovens que participavam das danças temáticas, Iria Grün Hexsel, Selma Hexel, Dulce Jaeger, Lúcia Heemann, Helma Bergmann Ewald, Eli Bergmann Augustin e Felicita Einloft Spohr.
As festividades eram realizadas no antigo salão do Clube Tiro e Caça, no Centro da cidade, e a maior parte das apresentações era feita no idioma alemão. Após a Segunda Guerra, Schlabitz relatava que a tradição das danças e teatros foi perdida, principalmente por conta das medidas contra o uso da língua alemã.
