Deputado defende compensação histórica ao RS

POLÍTICA

Deputado defende compensação histórica ao RS

Para Airton Artus, estado acumula perdas há décadas, enquanto segue arcando com custos previdenciários e impactos de políticas federais sem contrapartidas adequadas

Deputado defende compensação histórica ao RS
Deputado estadual, Airton Artus (foto: Paulo Cardoso)
Eleições 2026
Estado

O deputado estadual Airton Artus defendeu que o Estado receba uma compensação da União pelo que considera uma contribuição histórica do estado para o desenvolvimento econômico e social do país. Segundo ele, o RS acumula prejuízos decorrentes de políticas federais e da estrutura da dívida pública estadual, situação que, na sua avaliação, compromete a capacidade de investimento do governo gaúcho.

Artus afirmou que a suspensão temporária do pagamento da dívida com a União representa um alívio importante para as finanças estaduais. Conforme o parlamentar, o valor economizado chega a cerca de R$ 400 milhões por mês, recurso que poderia ser direcionado a áreas prioritárias do governo.

O deputado também criticou o histórico da dívida do estado. Segundo ele, o Rio Grande do Sul possuía originalmente um passivo de aproximadamente R$ 8 bilhões, já desembolsou cerca de R$ 65 bilhões ao longo dos anos e ainda mantém um saldo devedor superior a R$ 120 bilhões.

Para Artus, o problema vai além das questões fiscais e envolve uma discussão sobre o papel histórico do estado na formação econômica do país. Ele argumenta que milhares de gaúchos migraram para outras regiões, especialmente para impulsionar o agronegócio e o desenvolvimento industrial, enquanto o RS permanece responsável por custos previdenciários e estruturais sem receber compensações proporcionais da União.

O parlamentar também citou perdas relacionadas à Lei Kandir e à distribuição de recursos federais. Na avaliação dele, estados exportadores como o Rio Grande do Sul foram prejudicados ao longo das últimas décadas por mecanismos que reduziram a arrecadação sem a devida compensação financeira.

Acompanhe a entrevista na íntegra: 

 

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