Me interessa as obras nas rodovias!

Opinião

Henrique Pedersini

Henrique Pedersini

Jornalista

Me interessa as obras nas rodovias!

De forma prática: nenhuma empresa se credenciou para o leilão das rodovias do Bloco 2. No jargão popular o certame foi “deserto”. O ecossistema político está apegado nos porquês. A discussão gira em torno de se a CPI criada na Assembleia Legislativa afugentou investidores ou o formato era ruim mesmo, como defendiam deputados de oposição.

Enquanto se respira política, o Vale do Taquari não sabe quando terá investimento em suas estreitas, esburacadas, mal iluminadas e inseguras rodovias. E se não avançou a tentativa de entregar a responsabilidade das obras para iniciativa privada, o questionamento gira em torno de qual é a alternativa para melhorar a logística regional.

A sinalização é usar R$ 1,5 bilhão do Funrigs e que seria repassado para atenuar o valor da tarifa por quilômetro rodado, direto nas obras, imediatamente. Parece o melhor dos mundos dado o contexto, mas será viável? Alguns contratos recentes de recuperação de rodovias locais não entregaram a qualidade de serviço desejada.

Não há problemas em levar para arma política o assunto das rodovias e transformar em tema eleitoral. Isso é do jogo. O que não pede ficar em segundo plano é o futuro das rodovias da região. A ERS-130, por exemplo, está absolutamente escuram e mal sinalizada. Mas o pedágio está lá, firme, forte e ativo.

Líderes locais e estaduais: façam política com o assunto das rodovias do Vale. Mas encontrem uma solução.

Foto: arquivo A Hora

Aqui eu falo com propriedade…

Sou de Encantado, cuja “capital” é Jacarezinho. O bairro conhecido mais recentemente pelos impactos das enchentes, mas ao longo dos anos por meio do engajamento comunitário. Boa parte da comida servida na Suinofest é produzida por moradores da localidade.

A bela imagem é simbólica pra este que escreve pois por muitas edições da Suinofest convivi neste ambiente de preparação de comidas a serem servidas. O registro é do colega Matheus Laste e abre um questionamento sobre o futuro das associações comunitárias e a necessidade de um engajamento de jovens para dar sequência a este trabalho.

Rapidinho…

  • O vereador de Lajeado, Mano Pereira (PL), reclamou da falta de comunicação com a Secretaria de Planejamento (Seplan), liderada por Alex Schmitt. Mano, que integra a base de governo, diz que tem encontrado barreiras para levar suas demandas na área de mobilidade e planejamento estrutural para o setor. Eu sei desta queixa porque ela veio a público na sessão. Faltou o trabalho de articulação política para resolver essas coisas “dentro de casa”.
  • Ainda na câmara de Lajeado, o assunto da vez são os assessores e a investigação por má conduta em horário de expediente. Éder Spohr (MDB) e Fabiano Bergmann (PP) exoneraram CC’s. O problema da generalização é que ela coloca “todo mundo no mesmo pacote”. E entre os 29 indicados para atuar nos gabinetes, há quem trabalha adequadamente. E não são poucos.
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