Por mais Brunas no amador

Opinião

Ezequiel Neitzke

Ezequiel Neitzke

Jornalista

Coluna esportiva

Por mais Brunas no amador

No futebol amador, ainda há quem trate a presença feminina em campo como novidade. No domingo, em Cruzeiro do Sul, Bruna Miranda mostrou que isso já deveria ser assunto superado. Integrante do quadro de árbitros da CBF, conduziu com segurança a partida entre XV de Novembro e Juventos, impondo respeito pela competência. Controlou o jogo, respondeu com postura aos questionamentos e saiu elogiada por jogadores e dirigentes.

Mais do que uma boa atuação individual, Bruna deixou um recado ao futebol regional. Há espaço, preparo e qualidade para ampliar a presença feminina também na arbitragem. E isso não deve ser visto como gesto simbólico, mas como evolução natural do esporte.

A articulação para que a abertura do Regional Aslivata, em 26 de julho, tenha um trio de arbitragem totalmente feminino vai nessa direção. Se confirmada, será uma imagem histórica. Não por ser exceção, mas por representar um passo importante rumo à normalidade.

Foto: Luis Ferrarini/divulgação

O futebol sempre se alimentou de tradição, mas também cresce quando rompe velhos preconceitos. Durante muito tempo, mulheres precisaram provar mais para ocupar espaços que deveriam ser acessíveis pela competência. Bruna provou, mais uma vez, que mérito não tem gênero.

Que a cena de domingo não fique como episódio isolado, mas como sinal de mudança. O futebol regional, tão forte na integração das comunidades, também pode ser exemplo em inclusão. E, pelo que se viu em campo, as mulheres não estão pedindo espaço. Estão mostrando que já o conquistaram.

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