Mulher descobre parafuso quebrado na perna e aguarda consulta urgente pelo SUS

ESPERA URGENTE

Mulher descobre parafuso quebrado na perna e aguarda consulta urgente pelo SUS

Paciente de 29 anos relata dores constantes, dificuldade para trabalhar e divergência na classificação de prioridade no sistema estadual

Mulher descobre parafuso quebrado na perna e aguarda consulta urgente pelo SUS
Diana Pfaffanseller, de 29 anos, aguarda por uma consulta com especialista em traumatologia após descobrir a presença de um parafuso quebrado dentro da perna (Foto - Gabriel Santos)
Lajeado

A moradora do bairro Conventos, em Lajeado, Diana Pfaffanseller, de 29 anos, aguarda por uma consulta com especialista em traumatologia após descobrir a presença de um parafuso quebrado dentro da perna. O caso, que inicialmente foi tratado como urgente na rede municipal, acabou classificado com menor prioridade no sistema estadual, o que aumentou o tempo por atendimento.

Diana vive há quatro anos em Lajeado e carrega há mais de uma década as consequências de um grave acidente de carro ocorrido em Santa Cruz do Sul. Na ocasião, sofreu uma fratura exposta na tíbia e passou por cirurgia, quando foram implantados uma placa e quatro parafusos, dois na região do joelho e dois na perna.

Segundo ela, após 13 anos sem complicações, começaram a surgir dores intensas e inchaço no local. Ao procurar atendimento no posto de saúde do bairro Conventos, em dezembro do ano passado, foi encaminhada para a realização de exame de raio-x com urgência. O laudo confirmou a fratura de um dos parafusos implantados na perna.

Diante do diagnóstico, Diana recebeu encaminhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para consulta com especialista em traumatologia e possível nova cirurgia. No entanto, ela afirma que houve divergência na classificação do caso. Enquanto na unidade de saúde foi informada de que a situação era prioridade 1 (urgente), ao verificar no sistema estadual, o caso apareceu como prioridade 3, considerada não urgente.

A mudança impacta diretamente no tempo de espera por atendimento. Desde então, Diana relata idas frequentes à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido às dores e afirma que não consegue trabalhar. Ela também destaca a preocupação com a rotina familiar, já que é mãe de duas crianças pequenas. “Preciso dessa consulta o quanto antes. As dores são constantes e não consigo levar uma vida normal”, relata.

O caso também foi encaminhado ao gabinete do vereador Mano Pereira (PL), que solicitou agilidade no atendimento. Conforme o parlamentar, após contato com a Secretaria Municipal da Saúde, a orientação repassada foi para que a paciente continue buscando atendimento na unidade básica sempre que necessário, para que o caso seja reavaliado e possa ter sua prioridade ajustada no sistema estadual.

Exames realizados no início deste ano apontaram o problema e urgência nas consultas (Foto – Gabriel Santos)

Sobre a regulação estadual

O agendamento de consultas especializadas no Rio Grande do Sul é realizado por meio do Gercon (Sistema de Gerenciamento de Consultas), que unifica as filas de espera em todo o Estado. O sistema considera critérios como gravidade e urgência dos casos, além da ordem de entrada, e permite o acompanhamento tanto por municípios quanto por hospitais.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual da Saúde e com a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) para obter esclarecimentos sobre o caso. Até o momento, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação das autoridades.

Receba notícias
em primeira mão

Acompanhe
nossas
redes sociais