Regional Aslivata 2026

Opinião

Ezequiel Neitzke

Ezequiel Neitzke

Jornalista

Coluna esportiva

Regional Aslivata 2026

Em entrevista ao Grupo A Hora, o presidente da Aslivata, Vianei Hammes, classificou 2025 como o melhor ano da história da entidade. A afirmação não é exagero. A última temporada foi, de fato, mais leve. A arbitragem evoluiu, os dirigentes demonstraram maturidade ao aceitar punições e o ambiente institucional ganhou respeito. O campeonato fluiu com menos ruído e mais foco no que realmente importa que é o futebol.

O ano de 2026 promete ser melhor do que foi 2025. A começar que estamos falando de uma edição histórica. Se projetam na Série A cerca de 29 clubes. Entre as propostas, a ideia é unificar as Séries A e B. Ela é ousada e, ao mesmo tempo, arriscada. A ideia de separar as divisões após a primeira fase é interessante no papel. O problema está no aspirante. Há risco real de uma categoria ficar na A e outra na B, o que pode gerar conflitos logísticos, especialmente se houver jogos no mesmo dia em praças diferentes. A tentativa em 2024 já mostrou que não basta boa intenção; é preciso engenharia competitiva eficiente.

Aqui, concordo com a diretoria quando fala em extinguir a Série B no formato atual. O modelo parece esgotado. Ainda assim, a competição pode sobreviver, desde que repaginada. Um torneio de categoria única, com jogos iniciando pela manhã, nos moldes do que já deu certo em Imigrante e na Copa Vale do Sampaio, pode resgatar atratividade e reduzir custos.

Outro movimento acertado é a reestruturação do veterano, com jogos aos sábados à tarde. A medida organiza o calendário, valoriza atletas experientes e cria rotina para o público. É ajuste simples, mas com potencial de impacto direto na presença de torcedores.

No campo institucional, a busca por recursos públicos e a aproximação com patrocinadores demonstram visão estratégica. Projetos junto a deputados e a tentativa de captação via Pró-Esporte RS para custear bolas, fardamentos e taxas de arbitragem mostram que a Aslivata entendeu que sustentabilidade financeira é condição básica para crescer.

Mais ousada ainda é a proposta de criar um Campeonato Regional de futsal. Aqui está o verdadeiro divisor de águas. O Vale do Taquari carece de uma competição forte na modalidade. Se sair do papel, a Aslivata deixará de ser apenas organizadora de futebol de campo para se tornar protagonista regional do esporte amador.

Águias da Bola busca apoio para competir

O Projeto Águias da Bola promove, em 16 de maio, cachorro-quente solidário no Ginásio do Bairro Santo André para arrecadar recursos e disputar competições ao longo do ano. O cartão custa R$ 20 com refri, e a meta é vender 500 unidades. O valor ajudará cerca de 70 crianças e adolescentes com transporte, inscrições e lanches, garantindo que o projeto vá além dos treinos e ofereça vivência em torneios e campeonatos.

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