A indústria e a produção de ovos iniciam 2026 com perspectivas positivas no comércio exterior. Foi anunciada recentemente a abertura do mercado da Malásia para ovos líquidos e ovos em pó produzidos no Brasil, movimento que reforça a expectativa de retomada das exportações ao longo do ano.
Apesar do avanço comercial, o setor enfrenta novamente os impactos das altas temperaturas típicas do verão. O calor excessivo reduz a produtividade das granjas, provoca queda na postura de ovos e, em situações mais severas, eleva a mortalidade das aves.
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Segundo o presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, o cenário exige atenção. “Novamente teremos algumas dificuldades que poderão afetar o mercado de ovos gradativamente, refletindo a curto prazo numa possível diminuição de oferta”, avalia.
Mesmo com os desafios climáticos, a cadeia produtiva mantém capacidade para atender tanto o mercado interno quanto o externo. Em determinados períodos do ano, no entanto, são necessárias medidas de manejo e planejamento para garantir a continuidade da atividade.
O consumo de ovos registrou retração parcial durante o feriadão de Natal e Ano Novo, influenciado pelas férias coletivas e recessos. A retomada, porém, já é percebida desde a primeira segunda-feira útil do ano, em 5 de janeiro, com o retorno das rotinas de trabalho e compras.
Além disso, a volta às dietas e à alimentação equilibrada, com maior presença de ovos, saladas e omeletes, tem contribuído para a recuperação da demanda. De acordo com a Asgav, mesmo com uma possível leve redução na oferta devido ao calor, não há risco de desabastecimento para a população.
