Nível de aprendizado no presencial e a distância

Opinião

Filipe Faleiro

Filipe Faleiro

Jornalista

Nível de aprendizado no presencial e a distância

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De antemão afirmo: concordo com o ministro da Educação, Camilo Santana. Na terça-feira, após apresentação dos resultados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa, sigla em inglês), ele afirmou que o governo avalia extinguir todos os cursos de licenciatura que são 100% a distância.

Os motivos são vários. Começa pelo mais básico: como formar um professor sem vivências? Sem a prática em sala de aula. Tudo que for feito de maneira presencial tem mais efeito.

E digo mais, todas as primeiras formações superiores, de todos os acadêmicos, deveriam ser presencial. Depois, já com mais maturidade, pode-se migrar com formações específicas, pós-graduações, por exemplo, no modelo EaD.

Quem já fez uma formação superior a distância sabe que é verdade. O nível de aprendizado fica aquém. Agora imagina, ter professores por EaD vai qualificar a educação? Com todo respeito a quem faz, duvido. Podemos ter uma ou outra exceção, mas no geral, as lacunas tendem a interferir direto na relação aluno e sala de aula.

E o preço dos cursos?

Sim, também concordo. As mensalidades dos cursos superiores nas instituições privadas ou comunitárias são muito elevadas. Constam ali a estrutura, os laboratórios, os salários dos docentes, a luz, a água, a internet e por aí afora.

Isso explica parte do salto do EaD nos últimos quatro anos. Conforme o Censo da Educação Superior, chegou a 173%.

Como a maioria das vagas estão nas instituições pagas, e as federais ficam mais direcionadas para aqueles alunos que fizeram cursinhos por dois, ou três anos, as comunitárias, como a Univates, se tornam a melhor opção para quem não pode se mudar para outra cidade, ou que precisa também trabalhar ao mesmo tempo em que estuda.

Por falar em formação

A Univates recebe até sexta-feira o 9° Encontro Nacional das Licenciaturas (Enalic). São mais de 8 mil inscritos de todo o país. Uma programação intensa, com apresentação de trabalhos, oficinas, palestras, mesas de discussão.

Um momento de vivências, de troca de conhecimentos e para conhecer pessoas, culturas, visões de mundo. Lajeado vira a capital nacional da formação de professores. Aproveito para agradecer a receptividade das professoras Cristina Hauschild Johann e Jaqueline Rabelo.

Mais bolsas, mais incentivo, melhores políticas

O apagão de professores é uma realidade nacional. Nunca se imaginou que chegaria nesse patamar. Formar os futuros mestres é mais do que uma política pública, é uma necessidade para toda a sociedade.
Ao que parece, o Ministério da Educação entendeu isso. Em 2024, um dos programas mais importantes, voltado a custear bolsas de estudos para acadêmicos de licenciaturas, terá um considerável reajuste.
Serão mais de R$ 1,2 bilhão, o que proporciona a seleção de até 100 mil estudantes universitários das áreas da educação.

Drops High Tech

Economia dos videogames.

Os jogos eletrônicos movimentaram mais de 200 bilhões de dólares em 2023. O Brasil é o décimo no mundo em termos de consumo neste mercado (em torno de U$ 3 bilhões) e o quarto em número de gamers.

Por dentro da corte.

Na entoada de que hoje sabemos mais os nomes dos ministros do STF do que a escalação do time do Brasil de futebol, o Supremo Tribunal Federal lançou uma nova forma de comunicação. Um canal oficial da corte no WhatsApp. Quer saber sobre o Xandão? Te inscreve lá, basta buscar o STF no Meta. Até agora, são 4 mil inscritos. Além de ler e compartilhar, também é possível reagir aos posts.

Objetivo da Apple.

Zerar a emissão de carbono de toda a linha de produtos até 2030. É o que afirma a empresa fundada por Steve Jobs. A gigante mundial criou um dispositivo (Apple Watch 9) que contabiliza as mudanças produtivas e lança dados sobre uso de materiais reciclados e de geração de eletricidade limpa.

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