Ramírez na corda bamba

opinião

Caetano Pretto

Caetano Pretto

Jornalista

Colunista esportivo.

Ramírez na corda bamba

Por

Estado
BRDE - Lateral vertical - Final vertical

Miguel Ángel Ramírez precisa mostrar trabalho para ontem no Estádio Beira-Rio. O treinador, criticado por muitos antes mesmo de desembarcar no Aeroporto Salgado Filho, tem perdido a mão no time do Internacional. Pior do que isso, parece que perdeu também o controle do vestiário.

No futebol, poucas coisas são mais importantes para um treinador do que ter os seus jogadores na mão. Afinal de contas, são os jogadores que fazem o jogo fluir. São eles os grandes atores do filme. Cabe ao treinador saber passar para seus atletas o que eles devem fazer. Conseguindo cativá-los, o trabalho será mais fácil.

O problema é que, aparentemente, o treinador espanhol não consegue fazer os jogadores do Colorado acreditarem plenamente nos seus ensinamentos. E isso é visível dentro de campo. O Inter tem um bom time, talvez não tenha um elenco numeroso, mas é um bom time. Que tem jogado muito mal.

Mesmo assim, e após sofrer uma goleada histórica no Brasileirão, Ramírez foi respaldado pela direção. Cabe a ele agora rever um pouco de seus conceitos, abrir mão de algumas questões táticas, e jogar um pouco para a torcida.

O treinador precisa fazer escolhas óbvias, como as entradas de Daniel e Jhonny, e também ser um pouco mais aberto na forma de jogar, pelo menos noss próximos jogos. Talvez assim, o Inter volte a jogar um pouco mais, comece a vencer partidas, e Ramírez passe a vislumbrar um futuro mais longevo no Beira-Rio.

Vai ter Copa América

Confesso que fui ingênuo. Pensei que os atletas da Seleção Brasileira fossem sair da mesmice e seriam mais enfáticos no seu protesto contra a CBF e a Copa América. Até tiveram um sopro de bom senso, em atitude que ajudou a colocar os holofotes sobre o nefasto presidente Rogério Caboclo, agora afastado da entidade. Mas pararam por aí. Imaginei que pudessem ser mais rígidos na manifestação contra a realização da competição no Brasil, mas não foram. Mais uma vez.