A Nova Zona de Conforto

opinião

Albano Mayer

Albano Mayer

Consultor executivo e articulador do Pro_Move Lajeado

Assuntos e temas do cotidiano

A Nova Zona de Conforto

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Atualizado sábado,
05 de Junho de 2021 às 07:37

Lajeado
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Estamos chegando na metade do ano, e a impressão que temos é de que 2021 está passando muito rápido. Pelo que tenho acompanhado nos últimos dias, estamos tendo uma reação na economia estadual e nacional: já vejo empresas e empresários se movimentando com mais esperança e acreditando que poderemos, em breve, retomar uma certa normalidade. Como já mencionei em outro artigo, tenho hábito de ver o copo meio cheio, mas esse otimismo não significa que possamos ficar parados à espera das oportunidades.

Durante o último ano, boa parte dos empresários, seus funcionários e parceiros, tiveram o desafio de se reinventar, repensar nas suas atividades, seus conhecimentos, suas posturas e as suas relações com o mercado e com seus clientes. A pandemia tirou muita gente da sua zona de conforto. Em uma busca rápida, encontrei sobre a mesma uma explicação da autora e psicóloga Jennifer Delgado: “A zona de conforto é um espaço seguro onde não nos arriscamos, mas também não crescemos; ela não é simplesmente um espaço físico, mas um conceito psicológico.”

Aprofundando um pouco o tema, reflito sobre o que nos motiva a sair da zona de conforto. E a primeira resposta é: sobrevivência. Para sobreviver, as pessoas repensam seus hábitos de vida, seus objetivos, suas relações e ambições. Como precisamos sobreviver também profissionalmente, nos reinventamos também nessa área.

Com a volta dessa certa normalidade, entretanto, temos que tomar cuidado, pois a armadilha da natureza humana é voltar a fazer o que fazíamos antes de nos reinventar. Voltamos à nossa prazerosa zona de conforto e perdemos parte dos nossos aprendizados e mudanças provenientes desta nova escalada.
Gosto da ideia de que, eventualmente, tenhamos que “balançar a árvore para as frutas caírem”. Foi isso que a pandemia fez com muita gente: ela nos forçou a buscar novas estratégias de adaptação e sobrevivência. O nosso desafio, agora, é fazer com que esse movimento se torne parte do nosso hábito.

A economia, que a cada dia se modifica, exige que pensemos na constante busca pela inovação, pela atualização do nosso conhecimento e a transformação do nosso status quo.

Fecho esse texto fazendo a seguinte reflexão: o que será necessário para nos tirar da nossa próxima zona de conforto? Quem vai balançar a árvore das nossas vidas? E, mais importante: qual será a nossa reação, estamos preparados?