Ser mãe: sentimento que transforma e multiplica amor

Dia das Mães

Ser mãe: sentimento que transforma e multiplica amor

Mulheres relatam as expectativas e os desafios da maternidade

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Atualizado terça-feira,
11 de Maio de 2021 às 14:42

Ser mãe: sentimento que transforma e multiplica amor
Laila aguarda ansiosa pela cegada da pequena Valentina
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“Ser mãe é uma ligação única, um amor inexplicável”. É assim que a estudante de arquitetura Laila de Souza Andrade, 21, define esse sentimento. A espera da Valentina, a jovem conta que está ansiosa para conhecer o rostinho da filha e vivenciar de perto o universo materno. Afinal, a pequena está prevista para chegar ao mundo no dia 17 deste mês.

Laila descobriu a gravidez quando estava com 20 semanas de gestação. Ao receber a notícia, o susto foi grande, mas hoje ela se sente preparada para encarar os desafios de ser mãe. “É uma sensação única. Muitas vezes é difícil de explicar e compreender como dentro de mim é gerado outra vida”, comenta.

Mãe de primeira viagem, a estudante afirma que amor e carinho não vão faltar a Valentina. Para isso, ela se inspira em duas mulheres guerreiras e importantes em sua vida afim de exercer, da melhor forma, o seu novo papel. “Minhas maiores inspirações são minha mãe e minha avó, pelo fato de sempre estarem dispostas a ajudar seus filhos e se fazerem presentes em todos os momentos”.

Magáli realizou o sonho de ser mãe com a chegada da pequena Manuela

Esse mesmo amor de mãe e filha é o que motiva a psicopedagoga, Magáli Jóice Griebeler, 31, na criação da pequena Manuela, 1 ano e 3 meses. Foi com a mãe que ela aprendeu sobre ter empatia, doar-se, ser carinhosa e o verdadeiro significado do amor. “Hoje como avó, ela me ensina a ter paciência e persistência. Ela é inspiração total como mãe, é doce, serena, meu porto seguro e eu só desejo ser isso para a Manu também”.

Quando soube da gravidez, Magáli lembra que foi tomada por um conjunto de sentimentos, era uma mistura de choro e risos. “Parecia tão inacreditável gerar um serzinho. Você se sente iluminada e extremamente abençoada”. Até os leves enjoos eram enfrentados com alegria pela psicopedagoga, pelo fato de saber que estava realizando um sonho. “A vida ganha outro sentido, os problemas se tornam tão pequenos, você se sente plena e realizada”, afirma.

Laila e Magáli sabem que ser mãe não é uma tarefa fácil. Ambas acreditam que o maior desafio é proporcionar segurança, boa educação e saúde às filhas. Seus maiores desejos são os de que as pequenas cresçam e se desenvolvam bem.

Para elas, criar um ser humano e manter o vínculo podem ser tarefas desafiadoras, mas acreditam que não exista nada mais gratificante do que ser mãe. “É a maior transformação e multiplicação do amor que existe”.

 

Amor incondicional de mãe

Andreia se apaixonou pelo filho desde o primeiro dia que o viu

A espera de nove meses é motivo de grande ansiedade às gestantes. Mas para as mães de coração esse sentimento pode ser ainda maior. A compradora Andréia Nichel, 50, por exemplo, permaneceu seis anos na fila de adoção para então conhecer o filho.

“A sensação de vê-lo pela primeira vez, certamente, foi a de amor à primeira vista, um sentimento inexplicável. Neste momento você entende o porquê da demora, pois tudo tem o seu momento certo”, relata.

Mesmo com a longa espera, Andreia conta que todo processo valeu a pena, ainda mais com a ajuda do Grupo de Apoio à Adoção de Lajeado (GAAL), que a apoiou em todas as etapas do processo de adoção e no controle da ansiedade. “Quando você vê outros casais recebendo seus filhos, a gente acredita que a sua hora também vai chegar”.

A contadora lembra que por anos tentou engravidar sem êxito, mas encontrou na adoção a possibilidade de realizar um dos seus maiores sonhos. “Com certeza foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”.

Para Andréia, o fato de o pequeno não ser seu filho de sangue, não muda os medos, anseios e desejos que toda mãe tem. O amor é incondicional e verdadeiro da mesma forma.

Por isso, assim como as primeiras mães da matéria, a compradora sabe das batalhas do universo materno e se preocupa em pecar pelo excesso ou pela falta de suporte ao filho. Ela tem em sua mãe a maior inspiração para educar o filho.

“Embora tenha convivo pouco com ela, pois Deus a levou cedo, aprendi muito. Ela criou 11 filhos com dificuldade, mas sempre com muito amor”.

 

O Dia das Mães 

De fato, ser mãe é sentir um amor incondicional, é ser feliz por cada pequena conquista dos filhos. É um sentimento tão verdadeiro que há uma data oficial para celebrar este carinho.

No Brasil, a comemoração foi oficialmente instituída por Getúlio Vargas, em 1932, quando declarou o segundo domingo do mês de maio como data oficial. No entanto, a celebração já era realizada pelo mundo a mais tempo.

Acredita-se que o Dia das Mães surgiu nos Estados Unidos, por Anna Jarvis, em 1905. Na época, a jovem perdeu sua mãe e militava por uma data em que pudesse homenagear o sentimento materno. O movimento ganhou uma repercussão tão grande que, em 1914, o presidente norte-americano Woodrow Wilson oficializou a data.

Hoje, a data é celebrada mundialmente, porém em momentos diferentes, como um momento para expressar o amor dos filhos pelas mulheres que os inspiram.