Covid-19: responsabilizar é preciso

opinião

Ardêmio Heineck

Ardêmio Heineck

Empresário e consultor

Assuntos e temas do cotidiano

Covid-19: responsabilizar é preciso

Por

Vale do Taquari
Imec - Lateral vertical - Final vertical

Há um ano somos impactados pela covid-19 e informações continuam a nos chegar, trazendo um cenário assustador de contágios e de mortes. E, reiteradamente cresce o esforço de grupos mal-intencionados e de parasitas oportunistas em manter elevado o pavor da população, debilitada a economia, o desemprego crescente e a descrença das pessoas.

Se passado um ano permanece este viés catastrófico, alguns cometeram erros, sendo necessário identificá-los e responsabilizá-los. Formei este conceito ao ler um card que chegou nesta semana. Dizia, em 03/2020: “fique em casa para achatarmos a curva, para dar tempo de prepararmos o sistema de saúde, para não entrar em colapso”; em 03/2021: “fique em casa porque o sistema entrou em colapso (não fizemos nada, usamos o dinheiro para outra coisa, mas a culpa é sua e você vai ter que pagar por isso) ”.

A culpa não é nossa, salvo pequena parcela de irresponsáveis. Ficamos em casa, fechamos nossas empresas, nos desempregaram, os hospitais de campanha não vieram, os tratamentos preventivo e o inicial, combatidos por ideologias, hospitais superlotaram, aumento irrisório de UTIs. E, todo o poder a governadores e prefeitos, muitos deles despreparados ou embevecidos por projetos políticos.

Comecemos a ver culpabilidades por aí: o STF, que tira do Presidente da República e seus Ministros o poder de intervir nas atitudes de Estados e Municípios. Mesmo ao estarmos num regime de guerra, o Supremo desprovê o País de um comando e gerenciamento centralizados que competem ao Executivo nacional. Para isto ele existe. Afora esta, outras decisões incompreendidas daquele Órgão, o que pede uma reolhada no Judiciário, critérios de nomeação e arcabouço legal vigente.

Segue-se a mídia. Me valho de entrevista do Senador Heinze, à Radio A Hora, na terça, ao citar Rede Globo, Estadão e Folha de São Paulo que, sistematicamente têm combatido o Governo por interesses bem próprios e não comunitários. Mantêm o pavor crescente na população e obstruem os tratamentos preventivos e precoce. Urge uma Lei de Imprensa que ponha ordem em tudo isto e disponibilize informações fidedignas.

Chegamos ao nosso governador. Implantou “Programa de Distanciamento Social” estruturado pela UFPEL, cujo Reitor publicamente é simpatizante de forças políticas de esquerda que querem uma situação que facilite a volta ao poder em 2022. Afora isto, Eduardo Leite pouco fez. Acomodou-se na queda da curva de contágios de setembro em diante e, juntamente com os Prefeitos que, com ele, detêm o poder absoluto, segundo o STF, pouco fez em melhorias na estrutura de atendimento, de fiscalização rígida para evitar contágios, etc. Assim que, após eleições, festas de fim de ano e aglomerações de todo o gênero, permitidas, o bicho voltou a pegar.

E aí, o que fez sua excelência? A cavalo naquele Programa, simplesmente impostou semanalmente as variáveis preocupantes e, em sucessivos lives fechou quase toda a atividade comercial, quebrando empresas, desempregando, destruindo cadeias de distribuição que necessitam de anos para serem reconstruídas.

Resta aludir as entidades representativas dos médicos as quais, ao invés de gastar somas vultosas em campanhas classistas insípidas, deveriam ter trabalhado seus filhados para uma orientação correta e uniforme dos demandantes com suspeitas de Covid, e a aceitação geral dos tratamentos precoce e inicial. Teríamos hospitais mais vazios e menos mortes.

Ou passamos a responsabilizar culpados e a nos posicionarmos ou, tal qual acontece por centenas de anos na “Terra Brasilis” e na nossa “Querência Amada”, continuaremos a ser mandaletes na mão de poucos interesseiros e de poucos incompetentes.